Redação Rios
A missão Artemis II, da NASA, entrou para a história nesta segunda-feira, 6/4, ao completar seu sobrevoo tripulado da Lua e estabelecer um novo recorde de distância da Terra, superando uma marca que permanecia intacta desde 1970.
Durante cerca de seis horas de manobra ao redor do satélite natural, os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Jeremy Hansen e Christina Koch observaram imagens inéditas do lado oculto da Lua e ultrapassaram em mais de 6 mil quilômetros o recorde da Apollo 13.
No momento mais crítico da missão, a espaçonave ficou 40 minutos sem comunicação com a Terra, enquanto passava atrás da Lua. Foi nesse período que atingiu a distância máxima de 406.771 quilômetros do planeta, viajando a aproximadamente 5.052 km/h. Até então, o recorde pertencia à Apollo 13, que chegou a 400.171 quilômetros.
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A Artemis II segue uma trajetória conhecida como “retorno livre”, a mesma usada pela Apollo 13 após a explosão de um tanque de oxigênio. Nesse modelo, a gravidade da Terra e da Lua guia naturalmente a cápsula de volta, reduzindo o consumo de combustível e aumentando a segurança da missão.
O retorno está previsto para ser concluído na próxima sexta-feira, com pouso no oceano Pacífico.
Além do feito técnico, a missão também carrega simbolismo histórico. A tripulação levou a bordo um emblema de seda da Apollo 8, comandada por Jim Lovell. Antes de morrer, em agosto do ano passado, o astronauta gravou a tradicional mensagem de despertar usada nesta missão.
Entre os principais alvos científicos estão a Bacia Orientale, os locais de pouso das missões Apollo 12 e 14 e a região do polo sul lunar – considerada estratégica para futuras explorações humanas.
A Artemis II marca o retorno de voos tripulados da NASA à órbita lunar após mais de 50 anos, desde a Apollo 17, em 1972. A missão é um passo decisivo para as próximas etapas do programa, incluindo a Artemis III, que pretende levar astronautas de volta à superfície da Lua, e a Artemis IV, prevista para 2028.
*Com informações da Agência Estado






