Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O conselheiro Ari Moutinho Jr. retomou sua participação nas sessões do plenário do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) nesta terça-feira, 11/2, após mais de um ano afastado devido a sucessivas licenças médicas.
A última vez que Moutinho havia comparecido a uma sessão foi em 3 de outubro de 2023, data da eleição que elegeu Yara Lins como presidente do TCE-AM. A disputa gerou grande repercussão e resultou em denúncias contra a nova presidente por injúria, ameaça e tentativa de tráfico de influência. Segundo Yara Lins, durante a sessão, ela recebeu insultos como “v*dia, safada e p*ta” ditos por Ari Moutinho.
A denúncia levou o conselheiro a se tornar réu no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em decisão unânime, a Corte aceitou a acusação por ameaça e injúria em dezembro de 2024. O processo segue em tramitação na instância superior.
Tentativas de afastamento
O desentendimento entre Ari Moutinho e Yara Lins gerou expectativa sobre seu retorno ao tribunal, especialmente após tentativas de afastá-lo do cargo. Em 10 de dezembro, o conselheiro foi afastado em uma reunião sigilosa proposta pelo conselheiro Fabian Barbosa, após a formalização das acusações no STJ. No entanto, dias depois, a Justiça do Amazonas suspendeu a decisão, garantindo o retorno de Moutinho ao cargo nesta semana.
Justificativa da ausência e posicionamento
Em entrevista ao jornalista Fábio Melo, do portal Fatos Marcantes, Ari Moutinho afirmou que sua ausência se deu por questões de saúde, mencionando cirurgias no joelho e tornozelo, seguidas de seis meses intensivos de fisioterapia para reabilitação.
Sobre sua volta ao tribunal, o conselheiro destacou que retorna com “serenidade” e garantiu que continuará exercendo suas funções normalmente.
“Desejo justiça, paz e equilíbrio”, declarou o conselheiro, acrescentado que os atritos com a presidência não vão “em hipótese alguma” afetar o desempenho do seu trabalho. Ari também ressaltou que o trabalho dos conselheiros é interdependente e que cada um dos sete membros tem uma função específica dentro da Corte de Contas.
O processo que pode resultar em um eventual afastamento de Ari Moutinho do TCE-AM segue em tramitação no STJ sob sigilo de justiça.






