Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Após a repercussão da matéria que revelou a falta de orçamento da Prefeitura de Manaus para reconstrução da passarela da avenida Torquato Tapajós, o prefeito em exercício Renato Junior (Avante) afirmou novamente que a estrutura será refeita e que as obras devem começar ainda neste mês.
A declaração foi dada durante coletiva de imprensa na segunda-feira, 2/2, em meio à pressão do Ministério Público do Amazonas (MPAM) e às críticas de parlamentares.
“Até o dia 11, a empresa já estará entrando na obra para começar o trabalho de reconstrução desta passarela”, afirmou Renato Junior.
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Segundo o prefeito em exercício, o atraso está ligado a questões jurídicas e administrativas que precisam ser cumpridas para evitar prejuízos ao dinheiro público.
“Nós temos várias questões que envolvem juridicamente os sinistros e outros problemas, para não trazer danos ao erário público. Todos esses cuidados precisam ser tomados”, disse.
Renato Junior ressaltou ainda que os prazos do poder público seguem ritos legais e que o processo não ocorre na mesma velocidade da pressão política. Em tom de crítica à repercussão do caso, o prefeito em exercício comentou que parte das cobranças tem motivação política.
“Queremos ter isso resolvido, mas existem liturgias no poder público que precisam ser respeitadas. A gente sabe que muitas vezes fazer um vídeo faz parte do processo político. Cada um ganha visibilidade da forma que quer”, disse.
Promessas não cumpridas
A passarela desabou no dia 6 de julho de 2024, quando uma carreta carregando um trator, uma retroescavadeira e um rolo compactador bateu na estrutura. O impacto deixou dois feridos, um pedestre que passava pelo local e um motociclista atingido pelos destroços.
Após o acidente, a Prefeitura afirmou que reconstruiria a passarela em até seis meses, o que não aconteceu. Somente em agosto de 2025, a gestão municipal fez um novo anúncio, realizou a demolição da estrutura antiga e voltou a prometer a reconstrução da passarela.
No entanto, quase dois anos depois, não há obra iniciada. A única alternativa instalada no trecho foi uma faixa de pedestres, medida considerada insuficiente pelo MP.
Caso ganhou repercussão após prefeitura alegar falta de orçamento
A resposta ocorre após a Prefeitura de Manaus informar ao MPAM que não possuía orçamento disponível para dar continuidade à reconstrução da passarela.
Em ofício enviado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), o município alegou que o encerramento do exercício financeiro de 2025 impediu novos empenhos, liquidações e pagamentos, o que inviabilizou a obra, estimada em R$ 2,7 milhões.
Diante da demora, o Ministério Público instaurou inquérito civil e classificou a reconstrução como urgente, devido ao intenso fluxo de pedestres, especialmente no acesso à Estação de Transferência Santos Dumont.






