Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Após a deflagração da Operação Erga Omnes, realizada nesta sexta-feira, 20/2, o vereador Amauri Gomes (União Brasil) usou as redes sociais para convocar parlamentares da oposição a instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na próxima sessão da Câmara Municipal de Manaus (CMM).
Segundo o parlamentar, o objetivo é investigar o escândalo envolvendo Anabela Cardoso Freitas, ex-chefe de gabinete do prefeito David Almeida e integrante da Comissão de Licitação da Prefeitura de Manaus, cargo considerado estratégico e de grande influência na administração municipal, além de apurar eventual envolvimento do chefe do Executivo municipal no caso.
“É impressionante como a gestão de David Almeida consegue manchar a imagem da cidade diariamente. Esta Casa não pode se calar. É um absurdo, não podemos aceitar isso de braços cruzados. Convoco os vereadores da oposição para abrir uma CPI e apurar a responsabilidade do prefeito diante desses fatos”, declarou.
Amauri Gomes afirmou ainda que, além das suspeitas relacionadas ao tráfico de drogas investigadas na operação, preocupa a atuação do chamado “crime do colarinho branco”, delitos não violentos cometidos por pessoas de alto status social ou ocupantes de cargos públicos, geralmente ligados a corrupção, fraude e lavagem de dinheiro.
O vereador também criticou a base aliada do prefeito, acusando-a de blindar o chefe do Executivo dentro do Legislativo, e reforçou o apelo para que o pedido de CPI seja protocolado já na próxima sessão.
Repercussão
A Operação Erga Omnes cumpre 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão nos estados do Amazonas, Pará, Minas Gerais, Ceará, Piauí e Maranhão. Até o momento, 14 pessoas foram presas, o que gerou forte repercussão nas redes sociais.
Entre os comentários publicados, internautas escreveram: “A vida do crente não é fácil. Chegou o momento de pedir o impeachment do prefeito de Manaus”, além de “A batata do Davi Almeida está assando” e “Se o Brasil fosse um país sério estaria todos presos”.






