Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-AM) saiu às ruas nesta segunda-feira, 9/3, para fiscalizar postos de combustíveis em Manaus depois que motoristas foram surpreendidos, no fim de semana, com uma alta expressiva no preço da gasolina. O litro, que estava em torno de R$ 6,99, saltou para R$ 7,29 e chegou a R$ 7,49 na versão aditivada em alguns postos da capital.
A ação do órgão de defesa do consumidor busca verificar se os reajustes aplicados nas bombas têm respaldo nos preços praticados pelas distribuidoras ou se configuram cobrança abusiva. Para o diretor-presidente do Procon Amazonas, Jalil Fraxe, o movimento dos combustíveis nos últimos dias já acendeu um alerta.
“O aumento do combustível tem gerado uma preocupação enorme no Procon Amazonas. Por isso, já saímos nesta segunda-feira com as fiscalizações e estamos nas ruas fazendo o levantamento”, afirmou.
A justificativa apresentada pelo mercado aponta para instabilidade no petróleo global. Fraxe citou o conflito envolvendo o Irã como um dos fatores que pressionam os preços da commodity mundialmente. Segundo ele, cerca de 20% do petróleo global passa por um estreito na região e qualquer turbulência ali reverbera diretamente nos preços praticados no Brasil.
Mas a maior preocupação não é a gasolina, e sim o diesel. O combustível movimenta caminhões, balsas e praticamente toda a cadeia de abastecimento do Amazonas, um estado cuja logística depende de rios e estradas em condições precárias. Um aumento no diesel tende a se espalhar pela economia com mais força e velocidade do que a alta na gasolina, aponta o órgão.
“O que mais preocupa o Procon hoje é o diesel, porque todos os transportes sofrem influência dele. O alimento que chega na casa das pessoas é transportado por caminhões movidos a diesel. No interior do estado, as balsas também dependem desse combustível”, ressaltou Fraxe.
O gás de cozinha também entrou no radar da fiscalização, após registros de aumento em alguns estabelecimentos. O órgão está em contato com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) para apurar a origem dos reajustes e cruzar os valores cobrados nos postos com os praticados pelas distribuidoras.
“O que precisamos agora é bater as informações. Se o preço na bomba corresponder ao que está sendo cobrado pelas distribuidoras, tudo certo. Se não corresponder, será considerado abusividade e nós vamos multar”, afirmou Fraxe.






