Redação Rios
MANAUS (AM) – A segunda noite do 58º Festival de Parintins, neste sábado, 28/6, foi marcada por mais emoções e surpresas. Nas análises dos profissionais da Rede Rios de Comunicação, Jéssica Lacerda e Jhonatans Andrade, os bumbás Caprichoso e Garantido surpreenderam positivamente com destaque aos itens e alegorias.

“Caprichoso finaliza sua segunda noite, de forma grandiosa, mas ainda acredito que na primeira foi melhor, mais detalhista e preciso. Das duas noites do Garantido, a segunda foi a melhor”, avaliou o jornalista e produtor da Rios FM, Jhonatans.

“Acredito que a segunda noite foi do Garantido e a primeira do Caprichoso, agora vamos avaliar a terceira”, completou a produtora e repórter de transmissões da Rede Rios Jéssica Lacerda.
Com patrocínios de Eneva e Fametro, a Rede Rios de Comunicação realiza uma cobertura multiplataforma do Festival de Parintins, por meio da Rádio Rios FM e do Portal Rios de Notícias.
Caprichoso
Iniciando a segunda noite, o Boi Caprichoso apresentou como subtema “Quizomba: Retomada pela Tradição”, mostrando a retomada pela tradição e questões históricas.

“Caprichoso trouxe o boi negro de Parintins, retomando a questão histórica e afro, e fazendo essa alusão de que o povo de Parintins tem de ser contador de histórias. Vimos de muito alto a chegada da Porta-Estandarte Marcela Marialva e também da Rainha do Folclore Cleise Simas. Outro ponto foi a junção de toadas — relembrando os antigos ‘Medleys’ da década de 90. Destacar também o estreante do festival, o Amo do Boi Caprichoso, Caetano Medeiros, ainda mais desafiador, e também ressignificando o sabor do bodó contra o preconceito, algo pouco usado no Festival de Parintins”, destacou Jhonatans.
“Destaques ao Edmundo Oram que criou um jeito só dele de apresentar o boi e não esquece da galera; Valentina Cid veio logo no início como uma Vitória-régia e teve um pout-pourri das toadas para ela; que momento foi o da alegoria da Cleise Simas, acho que nunca um item subiu tão alto e quando pisou na arena parecia que nada tinha acontecido. Marciele sempre maravilhosa com seu jeito único, assim como a Marialva também. O pajé fechando a noite. Caetano batendo de frente com o amo do boi contrário. E as alegorias muito maiores e mais tecnológicas”, observou Jéssica.
Garantido
O segundo ato do Boi Garantido trouxe como subtema “O Patrimônio do Povo”, o segundo dos três atos que compõe o festival, com uma celebração que trouxe a existência nordestina e a diversidade brasileira.

“Vimos um Garantido extasiante, com repertório feito para o povo, alegoricamente muito grande e impactante em relação a anos anteriores; Jeveny imponente; Valentina coreografada e precisa; o ápice com a Lenda Amazônica de Tamapú trazendo a Cunhã-Poranga Isabelle Nogueira; ‘As Tacacazeiras da Amazônia’ que trouxe Lívia Christina com apresentação imponente; o pajé Adriano Paquetá, um dos itens mais concisos do Garantido; Menção muito honrosa à conexão entre Israel e David, principalmente após boatos de que David não estaria mais no item dois”, avaliou Jhonathas.
“O ponto alto do Garantido foi a lenda que a Isabelle Nogueira veio, a Epopeia de Tamapú. O Garantido fez algo que há muito tempo não fazia: transformar a arena em um grande teatro. Outro ponto alto foi do João Paulo Faria, que resgatou o boi que ainda era preto e branco, quando pela primeira vez mexeu os olhos, a cabeça, soltava fumaça. Israel conduziu bem a galera e o David que cantou em alto nível, mostrando os itens muito alinhados. A evolução do pajé Paquetá me deixou muito feliz; a Lívia veio como a tacacazeira da baixa e estava muito bem; a Jeveny também lindíssima e focada na estreia. Enfim, itens em ótima sinergia”, completou Jéssica.






