Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Amigos e familiares da biomédica Giovana Ribeiro, de 32 anos, realizaram um protesto no final da tarde desta segunda-feira, 30/6, às 18h, na Avenida das Torres, próximo à loja Havan, na zona Norte de Manaus. A manifestação teve como objetivo cobrar da Prefeitura de Manaus melhorias urgentes na infraestrutura viária da capital, especialmente após o trágico acidente que tirou a vida de Giovana e de sua filha, Maria Clara, ainda no ventre.
Grávida de oito meses, Giovana morreu no dia 22 de junho após cair de moto em um buraco na avenida Djalma Batista, zona Centro-Sul da cidade. O acidente gerou comoção e revolta em toda a cidade.

O esposo João Vitor fez um desabafo comovente. “Prefeito mentiroso! Isso não são buracos, mas covas. Essas marcas, essas dores físicas prefeito não é maior que a dor do meu coração, de perder a minha família. É duro eu estar aqui, prefeito, eu não queriam, não escolhi estar aqui, mas eu estou de pé, com muita dificuldade, com ossos fraturados, com coragem para enfrentar isso, porque isso é um absurdo. Vocês têm noção do que morrer por um buraco“, afirmou.

Geiseane Pereira, que cuidou de Giovana quando era criança, ainda não acredita que a amiga e filha do coração faleceu de forma tão trágica. “Ela era maravilhosa, um doce, estudiosa, amava a família e perdeu a vida dela e da bebê de forma drástica. É revoltante e a culpa é do Poder Executivo por tanta negligência e omissão, pela falta de infraestrutura em Manaus. Um absurdo.”, disse.
O cunhado da biomédica Marcos Mamede, exige justiça pela morte de Giovana e sua filha, causada por um buraco negligenciado pela prefeitura de Manaus. Ele criticou a falta de ação da prefeitura em relação aos buracos nas vias da cidade, responsabilizando o prefeito pela tragédia e acusando-o de negligência.

“Não se trata de querer indenização ou algo parecido, mas de justiça, porque aquele buraco não estava por acaso. Na semana passada houve um acidente na Torquato Tapajós, onde uma outra moça quebrou a cara dela. A gente não pode mais ficar que lado. Foi por negligência da prefeitura de Manaus que Giovana morreu”, disse Marcos.
Mobilização nas redes e dor da família
A mobilização foi organizada por familiares da biomédica nas redes sociais, com forte adesão popular. Internautas demonstraram apoio ao ato, cobrando providências do prefeito David Almeida (Avante) e denunciando a precariedade das vias de Manaus.
“Vamos juntos, por Giovana, por Maria Clara, por todas as vidas que se foram e por aquelas que ainda podem ser salvas. As ruas devem proteger, não matar”, escreveu Gisela Junqueira, irmã da vítima.

Nos comentários, moradores de Manaus também expressaram indignação. “Manaus vive uma cidade abandonada por tantos buracos. Uma vergonha! Pagamos um absurdo de impostos. Justiça!”






