Nicolly Teixeira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Formado em pedagogia pela Faculdade Santa Teresa (FST), Albert de Souza Nunes é um dos 20 finalistas do Desafio LED, promovido pelo Movimento LED – Luz na Educação, uma iniciativa Rede Globo e Fundação Roberto Marinho.
O amazonense é o único representante do estado nessa reta final do prêmio, cujo resultado foi divulgado na última quarta-feira, 14/5.
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O projeto de Albert é voltado à inclusão, atendendo estudantes com deficiência visual em comunidades ribeirinhas com o uso de materiais recicláveis, como tampinhas de garrafa e papelão.
“O projeto trabalha em três frentes: a sustentabilidade, onde vamos recolher os materiais que a gente precisa, como tampinhas de garrafa e papelão; a inclusão é saber que aquele professor pode compreender que o aluno dele com baixa visão ou cegueira também pode estudar e ter o conhecimento tanto quanto os outros em sala de aula; e a equidade é equiparada a isso, todos terem a mesma oportunidade de acesso à educação”, explicou Albert Nunes em entrevista ao RIOS DE NOTÍCIAS.

O pedagogo explicou que o projeto saiu do papel a partir de uma iniciativa na faculdade que se transformou em uma oficina que atendeu uma comunidade no Novo Aleixo, zona Norte, e que o projeto já está cotado para integrar a semana acadêmica de pedagogia do Centro Universitário Fametro, na zona Leste.
Para Nunes, o reconhecimento no Desafio LED é uma forma de dar visibilidade ao trabalho que começou na FST e hoje se destaca em nível nacional. “Representar o Amazonas é uma responsabilidade enorme. Quando penso nas comunidades ribeirinhas que enfrentam cheias e secas extremas, percebo que a educação inclusiva é ainda mais importante”, ressaltou Nunes.

‘Motivo de orgulho’
Para Albert, que atualmente atua como pedagogo no Instituto Federal do Amazonas (IFAM), “ser o único amazonense na disputa é motivo de muito orgulho, mas também de grandes responsabilidades. Representar minha terra natal me faz lembrar diariamente das necessidades e desafios dessas comunidades ribeirinhas aqui do Amazonas”.
Tal orgulho é o mesmo sentimento compartilhado por professores e gestores.

“É motivo de grande alegria saber que nosso maior objetivo nestas mais de duas décadas, que é de transformar vidas por meio da educação de qualidade, está se concretizando. Essa conquista do nosso ex-aluno, reforça que nossos princípios focados na formação ética e humanista são fundamentais. A educação resulta em conhecimento e oportunidades de emprego e renda para o nosso Amazonas”, destacou a Professora Maria do Carmo Seffair, mantenedora da Faculdade Santa Teresa.
A diretora geral da FST, Amanda Estald, disse que a instituição está extremamente orgulhosa de saber da dedicação do egresso em promover a inclusão educacional em comunidades ribeirinhas. “O projeto de Albert de Souza não apenas reforça o compromisso da instituição com uma educação de qualidade, mas inspira novos alunos a acreditarem em seu potencial de transformar o mundo ao seu redor”, avaliou.

Segundo a professora Kelen Marcião, ex-professora de Albert no primeiro semestre da graduação em pedagogia, o egresso apresentava desde o começo da sua jornada acadêmica interesse por estudos referentes a educação inclusiva.
“Foi um acadêmico que buscou realizar sua trajetória neste campo aprofundando seus estudos e focalizando sua atenção em projetos sociais e comunitários neste viés; sua formação na Faculdade Santa Teresa fortaleceu seus princípios de uma formação ética e humanista, valores estes cultivados na instituição e em nossa mantenedora professora Maria do Carmo Seffair que sempre se apresentou disposta a apoiar nossos alunos em suas trajetórias acadêmicas com um olhar humano e inclusivo”, declarou a professora.
Próxima fase
Ao todo, conforme divulgado pela organização, foram 3.348 inscrições recebidas nesta 4ª edição do Desafio LED – Me Dá Uma Luz. A fase final será nos dias 12 e 13 de junho, no Rio de Janeiro, e Nunes espera trazer o prêmio para o Amazonas.
“Quero continuar aprendendo e levando esse conhecimento para outros lugares. O objetivo é vencer e mostrar que a educação inclusiva tem força aqui no nosso estado”, concluiu o pedagogo.






