Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – De janeiro até o dia 27 de agosto deste ano, foram notificados 1.072 casos de esporotricose humana, sendo 719 deles notificados apenas em Manaus. Não há óbitos relacionados à doença, segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS).
Nos municípios do interior, os registros da doença foram 20 em Presidente Figueiredo, 7 em Barcelos, 4 em Urucurituba e 1 no Careiro.
A esporotricose é uma infecção causada por fungos do gênero Sporothrix, que vive naturalmente no solo, em cascas de árvores e na vegetação em decomposição. A doença pode infectar humanos, gatos, cães e outros mamíferos.
Os animais podem transmitir a doença para humanos por meio de arranhaduras, mordeduras, lambeduras ou contato com secreções respiratórias e lesões na pele e mucosas. Em caso de suspeita de esporotricose em animais, a orientação é levá-los ao veterinário com urgência.
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS conversou com Sandra Regina, veterinária e responsável por um centro de apoio à vida animal que resgata animais de rua com a doença.
“A esporotricose em animais se manifesta como uma lesão que não cicatriza. O dono do animal já aplica medicamentos, mas a lesão não melhora. Na maioria dos casos, isso pode ser esporotricose. No início da doença, quando o animal ainda não está com muitas feridas, há cura, mas o tratamento é demorado”, afirma Sandra Regina.
A veterinária também destaca a importância de manter todos os cuidados para evitar a transmissão da doença, onde em casos mais graves, o fungo pode afetar os pulmões, causando tosse, falta de ar, dor ao respirar e febre.
“É fundamental manter o animal separado durante todo o tratamento, em um local isolado. Ao manuseá-lo, é necessário usar luvas e lavar bem as mãos depois. Muitas pessoas resgatam gatos e cachorros doentes, mas é crucial seguir o tratamento durante todo o período recomendado pelo veterinário para que os animais não sofram mais do que o necessário”, explicou.






