Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) -O vereador Rosinaldo Bual (AGIR) voltou a registrar presença nas sessões da Câmara Municipal de Manaus (CMM). O nome do parlamentar consta nas atas das sessões legislativas, indicando participação no Legislativo municipal, algo que não ocorria desde outubro de 2025, quando ele foi preso e afastado do cargo por 120 dias.
Bual é investigado por suspeita de liderar um esquema de “rachadinha” em seu gabinete, além de responder por lavagem de dinheiro, associação criminosa e uso de funcionários fantasmas.
Mesmo fazendo uso de tornozeleira eletrônica, por decisão judicial, Rosinaldo Bual aparece como presente desde segunda-feira, 9/2, data que marcou o retorno dos trabalhos parlamentares após o recesso da Câmara.


Posicionamento da CMM
Em nota, a Câmara Municipal de Manaus esclareceu que não, desde a última segunda-feira, 9, Bual tem realizado o registro de presença de forma virtual, sem necessidade de ir até o prédio da Câmara.
A CMM explicou que esse formato remoto é adotado desde o período da pandemia e permite que parlamentares participem das atividades de forma online. A Casa informou ainda que o modelo de trabalho híbrido segue em debate no Legislativo municipal e já foi aprovado em primeira discussão em 2025, dentro dos trâmites regimentais.
Apesar da nota oficial, funcionários da CMM relatam que o vereador tem adotado uma rotina específica: chega antes do início das atividades, registra presença, atualmente feita por meio de aplicativo com reconhecimento facial, e deixa o local sem participar efetivamente das sessões ou debates legislativos.
Uma fonte ligada ao setor jurídico afirma que, conforme a decisão judicial, a proibição de acesso às dependências da CMM, válida durante o período de afastamento, se encerrou em 31 de janeiro de 2026. Com isso, o parlamentar retomaria o exercício do mandato de forma regular, até que haja nova decisão judicial em sentido contrário.
A reportagem buscou esclarecimentos junto ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) sobre a situação jurídica do vereador e a legalidade de sua atuação parlamentar. O TJAM informou que irá verificar o caso, mas que o processo corre em segredo de Justiça e que mais detalhes são sigilosos.






