Redação Rios
BRASÍLIA (DF) – De forma espontânea, a defesa de Jair Bolsonaro entregou, nesta sexta-feira, 25/7, ao Supremo Tribunal Federal (STF) os extratos bancários do ex-presidente. A iniciativa foi feita pelos advogados uma semana após a quebra de sigilo bancário de Bolsonaro na investigação que apura um suposto esquema criminoso de desvio e venda de presentes recebidos pelo ex-presidente de autoridades estrangeiras.
Os advogados informaram que os extratos são referentes ao período em que Bolsonaro exerceu o cargo. A defesa afirmou que o ex-presidente está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos sobre sua movimentação bancária.
“O peticionário comparece de forma espontânea aos presentes autos, para apresentar seus extratos bancários, do período em que atuou como presidente da República, afastando a necessidade de se movimentar a máquina pública para apurar os dados bancários em questão”
Advogado de defesa de Bolsonaro
Segundo as investigações, os desvios começaram em meados de 2022 e terminaram no início deste ano. Entre os envolvidos estão o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, e o pai dele, o general de Exército, Mauro Lourena Cid. O militar trabalhava no escritório da Apex, em Miami.
Conforme regras do Tribunal de Contas da União (TCU), os presentes de governos estrangeiros deveriam ser incorporados ao Gabinete Adjunto de Documentação Histórica (GADH), setor da Presidência da República responsável pela guarda dos presentes, e não poderiam ficar no acervo pessoal de Bolsonaro, nem deixar de ser catalogados.
* Com informações da Agência Brasil






