Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Uma adolescente de 13 anos foi vítima de bullying e sofreu agressões físicas e constrangimentos na Escola Estadual Karla Patrícia, no Conjunto Cidadão 10, bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus.
O caso ocorreu na última sexta-feira, 27/2, e ganhou repercussão nesta terça-feira, 3/3, após denúncias nas redes sociais.
A avó da jovem, Anne Oliveira, relatou que a violência começou dentro da escola e se estendeu para fora, sem que direção ou equipe de segurança intervissem de forma eficaz.
“O que fizeram com a minha neta foi uma maldade. Ela foi arrastada para fora da escola e lá já tinha outros esperando com tinta, lama e pedaços de pau. Foi tudo planejado”, afirmou Anne.
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A mãe da adolescente, Azenathe Caroline, contou ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS que a agressão começou no estacionamento da escola, onde a filha foi atingida por ovos e tinta, além de ser alvo de galhos e capim arremessados pelos colegas. A jovem chegou a passar mal ao inalar a tinta.
“A escola já está tomando providências, expulsou os alunos e está transferindo-os. Eles não vão mais continuar na instituição”, disse a mãe.
O pai, Railson Guimarães, informou que entrou com um processo contra os alunos, a direção da escola, o Estado e os pais dos envolvidos. Uma audiência está marcada para sexta-feira, 5.
“Minha filha é uma moça tranquila, não gosta de bagunça e tem amizades na igreja. Nunca imaginamos passar por isso com ela. Não foi uma brincadeira, foi pura crueldade”, afirmou Azenathe.
Posicionamento da Seduc
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc) informou que a adolescente estava cantando parabéns para amigos na saída da escola, quando ovos e tinta foram jogados.
A secretaria destacou que, após tomar conhecimento do caso, a gestão da escola adotou o Procedimento Operacional Padrão (POP) e acionou o Núcleo de Inteligência e Segurança Escolar (Nise).
Todos os alunos envolvidos foram identificados, seus responsáveis acionados, e uma equipe do Nise realizou entrevistas e atividades de sensibilização com os estudantes.
A Seduc reforçou que o acompanhamento continua a cargo da gestão escolar, da Coordenadoria Distrital de Educação 7 (CDE 7) e do Nise, garantindo suporte e medidas corretivas.






