Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Um dos piores acidentes de trânsito da história de Manaus completa 11 anos nesta sexta-feira, 28/3. No dia 28 de março de 2014, um caminhão desgovernado colidiu com um micro-ônibus da linha 825 do Transporte Executivo, matando 16 pessoas na avenida Djalma Batista, zona Centro-Sul.
No dia, chovia na capital, e o acidente aconteceu por volta das 19h40, horário de pico no trânsito. O caminhão, que trafegava no sentido bairro-centro, perdeu o controle, atravessou o canteiro central e invadiu a contramão, atingindo diretamente o micro-ônibus.
Entre as vítimas estavam dois motoristas, uma criança e uma mulher grávida. Socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) chegaram a realizar o parto do bebê, mas ele também não sobreviveu.

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Sobrevivente relembra tragédia
Uma das 17 pessoas que sobreviveram ao acidente, Gisele Costa, relatou ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS os momentos que marcaram sua vida e de tantos outros impactados pela tragédia.
“O fluxo da área e no horário [do acidente] é bem agitado. Mas, no momento do acidente, só estávamos nós na via. O motorista percorria o trajeto a 60 km/h, até porque o micro-ônibus estava cheio. Quando o motorista da caçamba veio, em alta velocidade. Eu lembro da luz alta do caminhão, de bater a cabeça e de o vidro do para-choque do micro-ônibus cair em cima de mim”, disse Gisele.

Espremendo os olhos para reviver memórias de uma noite que provocou cicatrizes físicas e psicológicas, Gisele foi a primeira a ser retirada do micro-ônibus.
“É como se esse dia tivesse sido ontem para mim. Quando eu conto essa história, é forte. Ninguém sabe, ninguém entende tudo o que passei. Hoje, eu vejo que, graças à medicina, consigo ser uma pessoa normal, entre aspas, pelas sequelas com as quais fiquei. Antigamente, ficava em um momento depressivo, pensando no porquê de isso ter acontecido comigo. Hoje, vejo que esse sentimento não vale a pena, porque 16 pessoas morreram e eu estou viva, estou entre os 17 sobreviventes”, afirmou ela.
Homenagens às vítimas
As vítimas da tragédia são lembradas por um memorial localizado embaixo do viaduto Ayrton Senna, inaugurado em março de 2018, como parte da campanha de Combate e Prevenção à Violência no Trânsito.

Além disso, o Complexo Viário 28 de Março, que dá acesso ao Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, recebeu esse nome em homenagem às pessoas que perderam a vida no acidente.







