Nicolly Teixeira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A Academia Brasileira de Cinema e Artes Visuais (ABCAA) anunciou nesta segunda-feira, 8/9, os seis filmes nacionais pré-selecionados para representar o Brasil no Oscar 2026. Entre os destaques estão os longas “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, e “O Último Azul”, de Gabriel Mascaro, ambos aclamados nos festivais de Cannes e Berlim 2025.
A ABCAA informou que, em 15 de setembro, a comissão de seleção definirá qual dos seis filmes será oficialmente indicado na categoria de Melhor Filme Internacional da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
Veículos internacionais, como a Variety, apontam que o longa de Kleber Mendonça Filho tem grandes chances de disputar categorias principais, incluindo Melhor Filme, Direção e Ator.
Filmes pré-selecionados
“Baby”, de Marcelo Caetano
Após ser liberado de um centro de detenção juvenil, Wellington, de 18 anos, se vê sozinho nas ruas de São Paulo, sem contato com os pais e sem recursos. Ele conhece Ronaldo, um homem mais velho que o ensina novas formas de sobrevivência. Aos poucos, a relação entre eles se transforma em uma paixão conflituosa.
“Kasa Branca”, de Luciano Vidigal
Dé, adolescente negro da periferia da Chatuba (Rio de Janeiro), recebe a notícia de que sua avó, Almerinda, está em fase terminal de Alzheimer. Com a ajuda dos amigos Adrianim e Martins, ele enfrenta o mundo e busca aproveitar os últimos dias de vida ao lado da avó.
“Manas”, de Marianna Brennand
O filme narra a história de Marcielle/Tielle, jovem de 13 anos da Ilha do Marajó (PA), que vive com os pais e três irmãos. Tielle idealiza sua irmã mais velha, Claudinha, que se mudou após “arrumar um bom homem” nas balsas da região. À medida que amadurece, Tielle vê suas idealizações ruírem e se percebe presa entre dois ambientes abusivos.
“O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho
Ambientado no Brasil de 1977, o thriller acompanha Marcelo (Wagner Moura), especialista em tecnologia que retorna ao Recife em busca de paz, mas descobre que a cidade está longe de ser o refúgio que procura.
“O Último Azul”, de Gabriel Mascaro
Em um futuro distópico na Amazônia, Tereza, de 77 anos, é obrigada pelo governo a se mudar para uma colônia habitacional para idosos, enquanto a juventude trabalha sem se preocupar com os mais velhos. Antes do exílio, ela embarca numa jornada pelos rios da região para realizar um último desejo, capaz de mudar seu destino.
“Oeste Outra Vez”, de Erico Rassi
No sertão de Goiás, homens que não lidam com suas fragilidades são constantemente abandonados pelas mulheres que amam. Frustrados e amargurados, eles se voltam violenta e impiedosamente uns contra os outros.






