Nayandra Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A Câmara Municipal de Manaus (CMM) aprovou, em regime de urgência, o pedido da Prefeitura de Manaus para um empréstimo de R$ 2,5 bilhões, nesta terça-feira, 25/3. A votação, realizada em tempo recorde, pouco mais de 24 horas após o envio do projeto à casa, gerou diversas reações, especialmente entre a oposição.
O empréstimo foi aprovado por maioria simples, com 30 votos favoráveis e 10 contrários. No entanto, os vereadores que votaram contra a medida criticaram duramente o processo e destacaram os possíveis impactos negativos para a população.
Críticas da oposição
Entre os vereadores contrários ao empréstimo, as principais indignações são quanto ao uso dos recursos e a falta de discussão aberta sobre o projeto. O vereador Sargento Salazar (PL), em seu posicionamento, chamou o empréstimo de “absurdo” e afirmou que a população é quem pagará a conta. “O que eu posso falar para vocês, para a população, é que são vocês que vão pagar. Todos nós vamos pagar. Não vai mudar nada, a cidade vai continuar cheia de buracos, as casas vão continuar alagando, e nada vai mudar”, disse.
Já o vereador Rodrigo Sá (PP) criticou a rapidez da votação, descrevendo o processo como uma “manobra” da base do prefeito. “A gente se sente impotente de representar a população da cidade de Manaus diante de tamanho desrespeito com a casa legislativa, com o povo de Manaus. É recurso que o povo vai pagar”, afirmou.
O vereador Zé Ricardo (PT) também se posicionou de maneira firme, questionando a transparência do processo. “Somos nós, vereadores, que vamos autorizar, aprovar e o prefeito depois fazer o empréstimo e deixar a população pagar. É o banco que sai ganhando, parece que é um grande negócio para o banco. Fazer o empréstimo, quanto maior, melhor, mas sem a transparência, sem discutir, sem nada aberto, sempre urgente”, disse, criticando a falta de clareza na proposta.
Diego Afonso (União) também demonstrou insatisfação com a gestão do prefeito, afirmando que não há ações concretas para resolver os problemas estruturais da cidade. “A gente não vê nenhuma providência do chefe do executivo. O que se teve, talvez, foi a inauguração de um touro e talvez tirar o radar da Cartola. Isso não vai resolver, não vai solucionar o problema da nossa cidade”, destacou.
Possível ação judicial
O Coronel Rosses (PL), por sua vez, anunciou que tomará medidas legais para contestar a aprovação. “Eu já coloco para todos que vou entrar com uma ação ordinária, pedindo para suspender isso, porque a gente sabe que esse é o primeiro passo. O mérito vem logo em seguida, e ele já conta com esse dinheiro, como ele já anunciou, ele já conta com esse recurso para poder pagar suas dívidas”, afirmou o vereador, sinalizando que pretende questionar judicialmente a aprovação do empréstimo.






