Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Ao menos 12 palestinos morreram afogados e famintos, nesta terça-feira, 26/3, segundo informações da Federação Árabe Palestina (Fepal) na rede social ‘X’, antigo twitter.
Os vídeos que circulam na internet mostram diversos paraquedas contendo a ajuda humanitária jogados ao mar em Gaza, na costa perto de Beit Lahia. De acordo com os paramédicos palestinos, jovens, adultos e crianças correram desesperados para pegar as caixas molhadas.
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“Jogar ajuda humanitária é ineficaz, perigoso e humilhante. Israel bloqueia entrada e circulação de caminhões em Gaza”, pontuou a Fepal em sua rede social.
Abu Mohammad, que testemunhou o incidente, disse à CNN que a ajuda foi lançada no mar quase a um quilômetro da costa, após vários homens que “não sabiam nadar” terem se afogado e morrido enquanto tentavam pegar os pacotes.
Nas redes sociais a reação dos internautas foi imediata. “Deveria entrar como crime de guerra. Pessoas enfraquecidas, desnutridas, tendo que enfrentar a força do mar por migalhas humanitária”; “Humilhação, distópico, uma vergonha pra humanidade cenas como essa em pleno 2024. 172 dias de genocídio palestino.”
Em conversa ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, o filósofo, Max Rodrigues, diz que apesar de ser um conflito secular, essa guerra já começou de uma maneira drástica.
Diferença entre o Hamas X Povo palestino
“Nunca tinha visto na história das guerras, uma guerra começar tendo como alvo velhos e crianças. Essa é uma característica dessa guerra. Israel não vai retroceder, porque está na vantagem, tem armamento, tem dinheiro, tem apoio militar internacional e tem uma justificativa extremamente plausível, que foi o que o Hamas fez. Uma coisa é o Hamas, e outra coisa é o povo palestino.”
Ponderou Max.

“Entre as atitudes que lembram o genocídio que o povo judeu sofreu, não garantir o mínimo para a sobrevivência das pessoas (alimentos e gêneros de primeira necessidade) é triste. Esta conduta de bombardear alvos civis, hospitais e creches é característica dos novos ditadores”, disse o filósofo.
De acordo com Max, é urgente que haja um acordo de livre acesso de gêneros de primeira necessidade, que são os produtos indispensáveis à subsistência e entram na alimentação diária.
“As pessoas estão passando fome, estão morrendo por inanição e isso é mais uma crueldade que lembra muito as guerras do século XX, só que há a diferença de que, hoje, o protagonista é Israel. Eles não são a vítima.”
Finalizou o filósofo.
Genocídio
Em nota, a Federação Árabe Palestina (Fepal) publicou que o Cessar-fogo do Conselho de Segurança da ONU sem apurar o genocídio na Palestina será a vitória de um novo padrão “genocidário” para o mundo.
Eles afirmam que a anunciada resolução da ONU pelo cessar-fogo na Palestina, na segunda-feira, 25/3, com 14 votos favoráveis e a abstenção dos EUA é importante, mas nem de longe é resolução do problema real.






