Júnior Almeida – Rios de Notícias
BRASIL – Um vídeo inédito exibido pelo O Fantástico, da TV Globo, mostra o deputado federal Carlos Alberto da Cunha, conhecido como Delegado da Cunha, xingando sua mulher e ameaçando matá-la no apartamento onde moravam, em Santos, litoral de São Paulo.
O vídeo foi gravado por Betina Grusiecki, ex-companheira do parlamentar, que denunciou o caso à Justiça. Em depoimento, ela afirma que o deputado da Cunha bateu a cabeça dela na parede e tentou sufocá-la.
As agressões teriam ocorrido em 13 de outubro do ano passado, numa sexta-feira. Nas imagens é possível ver o rosto de Betina em um curto período de tempo, isso porque a maior parte do vídeo é registrado em áudios.
Leia também: Homem é preso por violência doméstica contra sua companheira em Tefé, no Amazonas
– Da Cunha: “Vai correndo para casa da mamãezinha”
– Betina: “Não. Não vou para casa da mamãe”
[…]
– Da Cunha: “Pode parar. Pode parar, senão vou te matar aqui”
– Betina: “Vai me matar?”
– Da Cunha: Matar
– Betina: “Ah, então mata”.
Em determinado momento, Betina fica com a respiração ofegante e o político profere a seguinte ameaça: “[…] Sua va**, vou encher sua cara de tiro“. Nesse momento, a mulher clama aos filhos do casal: “Chama a polícia. Chama a polícia! Sai“.
O Instituto Médico Legal (IML) confirmou que a mulher apresentava escoriações no couro cabeludo e outras lesões corporais leves. Porém, o deputado registrou um boletim de ocorrência alegando também que foi agredido, mencionando um ferimento causado por um secador. Betina, por sua vez, afirmou que estava tentando se defender das agressões. O Ministério Público concluiu que ela agiu em legítima defesa.
A mãe de Betina relatou que o deputado Da Cunha ligava para ela em busca de um acordo. A Justiça emitiu medidas protetivas para a ex-mulher e seus pais, além de ordenar que o parlamentar entregasse suas armas.
Em resposta à reportagem do Fantástico, a defesa do parlamentar alega que fará uma análise técnica do material. “Eu vou pedir a submissão desse vídeo a uma perícia. Porque esse vídeo não foi periciado […] Não estou falando que é inverídico, mas não passou pelo crivo do Instituto de Criminalística, não foi submetido a uma perícia oficial“.






