Júnior Almeida – Rios de Notícias
MACEIÓ (AL) – Após ser vítima de preconceito por colegas da escola devido sua aparência, uma criança, de oito anos, emocionou a todos com sua atitude. Israelle, aluna do 3º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Baltazar de Mendonça, em Maceió, leu uma carta em resposta as ofensas que recebeu de colegas.
A mãe da criança, Thamara Santiago, contou que a filha foi atacada verbalmente por colegas com termos preconceituosos.
Um dos amigos de turma chamou a menina de “cabelo de bucha” e “cabelo de bombril“, o que fez a criança pedir da mãe, pelo alisamento do cabelo. “Foi muito triste ver o sofrimento da minha filha. Quando eu lembro da tristeza dela ainda me dói. Ela sempre gostou do cabelo dela“, disse a mãe.
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Após isso, a mãe pensou em formalizar uma reclamação na escola da filha, mas resolveu voltar atrás e preferiu que a criança mostrasse, por meio de uma carta, para os outros colegas da turma o que o bullying pode causar, e que se trata de algo muito mais sério. O texto foi escrito com a ajuda da mãe, e no primeiro trecho, a menina se apresenta: “sou uma menina chamada Israelle. Não tenho cabelo bombril, sou morena, tenho olhos pretos, estudiosa e sou muito feliz“, exalta.
“Já pensou se todos fossem iguais? Acho que as pessoas teriam que andar com o nome escrito na testa para não serem confundidas. Eu tenho meu cabelo cacheadinho, nasci assim e meu cabelo é muito lindo. Tenho orgulho da minha cor, do meu cabelo e do meu nariz. Sou assim e sou feliz“, disse a menina lendo o conteúdo da carta para sua turma.
A ideia deu super certo, disse Thamara, ao perceber a reação contente da filha após receber elogios de outros colegas da turma. “Ontem ela me contou que os alunos falaram para ela que o cabelo dela era lindo e até perguntaram como é que ela fazia o penteado dela. Foi importante o vídeo”, disse a mãe.






