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Home Cidades

Fé, ousadia e resiliência: a história das mulheres da RIOS e suas marcas na sociedade

São histórias de fé, determinação, luta, garra e coragem de mulheres diferentes em vários aspectos

8 de março de 2024
em Cidades
Tempo de leitura: 11 min
Dia das Mulheres

Vívian Oliveira (esquerda, Maria do Carmo Seffair e Lidiane Ferreira (Arte/João Dejacy/Rios de Notícias)

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Lauris Rocha – Rios de Notícias

MANAUS (AM) – No Dia Internacional da Mulher, celebrado em todo mundo nesta sexta-feira, 8/3, o Portal RIOS DE NOTÍCIAS mostra a história de três mulheres incríveis que fazem a diferença em suas famílias, no círculo de amizades e na carreira profissional.

São histórias de fé, determinação, luta, garra e coragem de mulheres diferentes em vários aspectos, mas semelhantes em seus desejos por um mundo mais igualitário, justo, com respeito e valorização da mulher.

Leia mais: ‘A luta salvou minha vida’, diz Day Monster que vai competir, na Tailândia

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A reitora da Fametro, doutora em direito, Maria do Carmo Seffair; a cantora, atriz e jornalista Vívian Oliveira; e a auxiliar administrativo, Lidiane Ferreira. Todas da REDE RIOS DE COMUNICAÇÃO e que são fonte de inspiração para outras mulheres.

A empresária Maria do Carmo Seffair sempre dinâmica e mulher de fé (Divulgação)

A empresária Maria do Carmo Seffair, casada com Wellington Lins de Albuquerque há 44 anos, tem três filhos. Mãe dedicada, amorosa, avó de nove netos, representa tantas Marias guerreiras que enfrentam dupla e até tripla jornada de trabalho em busca dos seus mais preciosos sonhos.

“Muitas mulheres exercem múltiplas funções no dia a dia. Somos a maioria da população e temos uma força motriz muito grande. Devemos nos apropriar desse poder que temos para transformar, criar, gerir”, ressalta a empresária.

Ao longo da sua trajetória, a mãe de Maria do Carmo foi uma fonte de inspiração por dar valor à educação e instigar isso nela e em seus irmãos.

“A minha mãe não era uma mulher de muitos estudos. A educação naquela época era muito restrita, então ela não terminou sequer o ensino médio. Mas, ela era uma mulher sábia, que buscava uma transformação para os filhos e para ela. Então, desde cedo, nós éramos doutrinados para que estudássemos muito e começássemos a trabalhar tão logo pudéssemos”, lembra Seffair.

Maria do Carmo Seffair com a família na abertura da contagem para a inauguração do Tropical Hotel Amazônia (Divulgação)

Família: base da sociedade

Para Maria do Carmo Seffair, a força da família é determinante para a construção da sociedade. E para ela, a mulher tem um papel predominante na formação do ser humano por ser a pedra fundamental do núcleo familiar.

“Penso que ser mulher é o maior presente que Deus poderia nos dar. Somos vetores de luta, é a mulher quem gera, quem gesta, é por meio de nós que a vida se perpetua”, ressalta Seffair.

A empresária ainda lembra das mulheres que cuidam dos seus lares, as donas de casa, das “heroínas anônimas” que estão pelo mundo silenciosamente e deixa uma mensagem a todas.

“Não se limite, não se inferiorize, não tenha medo. Vá em frente, não se limite, nada pode te parar”, aconselha a empresária.

Orgulho, liberdade e negritude

Parar é uma palavra desconhecida para a cantora, atriz e jornalista Vivian Oliveira, repórter do Portal RIOS DE NOTÍCIAS. Sempre em ação e participando de movimentos de luta. A amazonense tem muito orgulho de sua origem, negritude, luta e história de vida.

Vivian se considera uma mulher forte e revela que tem um olhar diferenciado por causa da vivência com as mulheres fortes de sua família, sua fonte de exemplo e inspiração. O senso comunitário também é marcante na vida da atriz desde sua infância, fruto da boa convivência com os vizinhos.

“Eu vou dizer como que eu devo ser respeitada, eu jamais vou tolerar ser desrespeitada”, diz Vivian Oliveira (João Dejacy/Rios de Notícias)

“Nasci e fui criada no bairro da Aparecida no centro da cidade, fui muito envolvida com a vizinhança, com a comunidade, com a escola de samba, eu morava na rua Bandeira Branca e lá todo mundo se considerava família, todo mundo se ajudava. Eu chamava o vizinho da frente de avô, chamava o vizinho do lado de tio, então fui criada e sou fruto dessa vivência”, explica a jornalista.

No seu baú de memórias, Vivian relembra a saída da figura paterna muito cedo de sua vida, mas a ausência de um pai não impediu a artista de ter uma convivência com os familiares do lado dele. Já a mãe sempre foi preponderante na formação humanística da artista.

Vívian integra também o espetáculo “Cabaré Chinelo” e vive o papel de Ana Maria da Conceição, a “dona Mulata”. A peça teatral é sucesso de público em Manaus e em estados como São Paulo e Paraná, além de vencer prêmios locais e ser indicado a premiações nacionais.

Vívian como “dona Mulata”, em “Cabaré Chinelo” (Rudá Marques)

‘Arrombar de portas’

Para Vívian, ser mulher é “um eterno arrombar de portas”. Ousada, bem a frente do seu tempo, sem perder o charme, a veia artística e a sensibilidade feminina, Vívian lembra até a eterna pimentinha Elis Regina – com seu carisma, talento e opiniões próprias que eram emitidas, na década de 60.

“Não é fácil ser mulher. Você está o tempo todo tentando, querendo se autoafirmar, se provar, mostrar sua competência. Costumo dizer para mim mesma que eu já nasci inconformada, porque eu tenho experiências desde os três anos de idade, experiências de injustiças. Nasci assim, sempre fui um pouco atrevida, nunca aceitei aquele lugar de subserviência”, revela a artista.

Para Vivian, ser mulher é andar com as próprias pernas e fazer o que tem vontade. É ir para onde se quiser. O sagrado feminino que inspirou a jornalista desde criança foi sua avó, Maria de Lourdes.

Ela conta que sem ser uma feminista, a avó aconselhou a neta a ser independente, de não entrar no padrão de que mulher tem que casar pra ser feliz, por isso liberdade é algo precioso para Vívian.

“Sou dona de mim, das minhas vontades, dos meus desejos e do meu caminho. Como mulher, vou dizer como que eu devo ser respeitada, eu jamais vou tolerar ser desrespeitada, porque eu nasci assim eu não tenho como fugir dessa natureza”, afirma.

Desafios e superação

Quem visita a sede da REDE RIOS DE COMUNICAÇÃO vai ser bem recebido por uma mulher educada, simpática, alta, bonita e alegre. Carinhosamente chamada pelos amigos de ‘Lidi’. Mas, quem é acolhido por Lidiane Ferreira, nem imagina que por trás do belo e largo sorriso há uma história de muitos desafios pessoais e de superação.

Lidiane nasceu em Eirunepé, a 1.160 quilômetros de Manaus. Das lembranças de infância ela conta que saiu ainda bebê para um novo recomeço familiar. Veio do interior do Amazonas com a sua mãe, Maria de Nazaré, e os irmãos para a capital. Todos crianças e ela sendo a caçula da família com dois anos.

Lidiane Ferreira sempre atende bem o público e se orgulha da carreira profissional (João Dejacy/Rios de Notícias)

“Meu irmão adoeceu e minha mãe teve a decisão de vir para Manaus. Ao chegar aqui tivemos os trancos e barrancos, como todo mundo. Passamos uns perrengues, moramos de favor na casa dos outros. Aí minha mãe foi se reerguendo. Ela teve que deixar a gente com vizinhos, com irmãos mais velhos, para poder dar o melhor para a gente. Não foi fácil chegar até, passamos necessidade quando chegamos a Manaus”, relembra a auxiliar.

Para Lidiane e os irmãos, a mãe é um exemplo e fonte de inspiração quando se fala de resiliência – neste momento da entrevista, Lidiane fica emocionada e tenta conter as lágrimas para não borrar a maquiagem.

“Mãe tem um instinto materno, de proteção, acolhimento, sensibilidade, de amor e muito amor. É um sentimento inexplicável de uma mãe para um filho”, ressalta.

Lidiane conta que já sofreu preconceito pelo destaque de sua beleza. “Já sofri algumas coisas na vida, a gente sofre muito assédio, sofri muito por ser bonita. A beleza incomoda algumas pessoas, mas tenho meus valores”, desabafa a recepcionista.

“Posso contar que sou uma guerreira! Maravilhosa! Estudar e ter um trabalho, não foi fácil. Foram anos para conseguir meu primeiro trabalho com carteira assinada e, foi aqui na RIOS”, comemora.

Tags: Dia Internacional da MulherFémulheres da RIOSousadiaresiliência

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