Lauris Rocha – Rios de Notícias
RIO PRETO DA EVA (AM) – Madrugada de quarta-feira, 14/2, sangrenta em Rio Preto da Eva, a 79 quilômetros de Manaus. A guerra entre facções deixou um saldo de dois homens mortos no município conhecido como a Terra da Laranja.
As vítimas são os jovens ‘Tereu do Pó’, de 19 anos, e Carlos Eduardo, de 20 anos. Ambos executados com requintes de crueldade, segundo informações da própria Polícia de Rio Preto da Eva.
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Carlos foi encontrado pelos policiais com as mãos e pés amarrados, além de marcas de tiros. Já ‘Tereu do Pó’, que de acordo com um colega estava jurado de morte pela facção rival, teve o corpo desmembrado e as partes jogadas no igarapé da zona rural do município. Os corpos foram levados pelo Instituto Médico Legal (IML) e a polícia investiga o caso.
Rio Preto da Eva
A história do município de Rio Preto da Eva é fortemente ligada ao município de Manaus. Sede de capitania em 1791, perdeu o título em 1799, recuperando definitivamente em 1808. A atual capital do Estado foi elevada à cidade em 1856, quando contava com cerca de 4 mil habitantes na ultima década do século passado. Nas primeiras décadas, a região conheceu notável prosperidade, com a fase áurea da borracha. A urbanização da cidade ganhou características europeias, surgindo construções grandiosas, como o Teatro Amazonas, o Palácio da Justiça e outros prédios e lugares luxuosos.
O nome de Rio Preto da Eva veio em consequência das águas pretas (ou escuras) do rio que banha o município, desembocado no Paraná da Eva. O estabelecimento do município deve-se à implantação de colônias agrícolas por imigrantes japoneses e alguns colonos brasileiros, que se instalaram em fins de 1967, três anos após à chegada da estrada do Rio Preto.






