Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Em menos de 30 dias, o reforço trazido pelos agentes que atuam nas Bases Fluvial Arpão 1 e 2, Tiradentes e Paulo Pinto Nery suscitaram ao crime organizado mais de R$ 5 milhões. Isso porque foram apreendidos, somente neste período, 43 kg de entorpecentes, 116 animais, três embarcações, bem como a prisão de seis pessoas envolvidas nas atividades criminosas.
Todas as bases atuam no combate aos crimes como o narcotráfico, biopirataria, extração ilegal de madeira, de areia, seixo, ouro, dentre outros. Os dados são do Gabinete de Gestão Integrada de Fronteiras e Divisas (GGI-F), da Secretaria de Segurança de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).
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O secretário de segurança, coronel Vinicius Almeida, destaca que no início do ano, um maior dinamismo foi proporcionado com o reforço de mais uma base e a operacionalização das já existentes.
“O governador Wilson Lima, no início do ano, incrementou o trabalho das polícias nos rios do Amazonas em um dinamismo muito maior, colocando a Base Arpão 2 no rio Negro e também colocando nos rios duas bases que já possuíamos, mas que não estavam operantes, que é a Base Paulo Pinto Nery da PC-AM e a Base Tiradentes da PM e o resultado disso é R$ 5 milhões de prejuízo ao crime e segurança para os ribeirinhos”.
Coronel Vinicius Almeida, secretário de segurança
Reforço nas bases
A SSP-AM enviou, nessa quinta-feira , 1º/2, mais de 80 agentes para reforçar o policiamento nas bases. Os policiais irão atuar durante o mês de fevereiro nos rios Solimões e Negro.
As bases contam com agentes da SSP-AM, Polícia Militar do Amazonas (PMAM), Polícia Civil (PC-AM), Corpo de Bombeiros (CBMAM), Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), Departamento Integrado de Operações Aéreas (Dioa), Força Nacional e Marinha do Brasil.

Piratas dos Rios
No dia 26 de janeiro deste ano, o Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial do Amazonas (Sindarma) durante reunião com os representantes dos sindicatos dos Fluviais da Seção de Convés (Sindflu) e dos Trabalhadores Aquaviários (Sintraqua) elaboraram um documento unanime que ainda será entregue ao poder público.

A falta de segurança e até mortes nos rios da Amazônia preocupa a categoria. Nesta reunião a categoria relatou que somente na área do porto da Ceasa, na zona Sul de Manaus, cinco embarcações e seus tripulantes foram assaltados nos últimos seis meses. Os dados foram apresentados nesta reunião.
A adoção de ações conjuntas para estimular os órgãos públicos de segurança a implantar mais medidas efetivas para assegurar a vida dos trabalhadores fluviais, diante dos constantes ataques de piratas nos rios e portos da região foi uma das principais iniciativas acordadas na reunião promovida pelo Sindarma, Sindflu e Sintraqua.






