Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – José Carlos da Silva Fabrício, de 24 anos, teve a prisão preventiva, nesta quinta-feira, 25/1. Ele é apontado como o autor da companheira dele, Railane Cardoso Carvalho, que tinha 22 anos, na segunda-feira, 22/1, no bairro Puraquequara, zona Leste de Manaus.
A titular da Delegacia Especializada em Homicídio e Sequestro (DEHS), delegada Marília Campello, que também é coordenadora do Núcleo de Combate ao Feminicídio (NCF) da DEHS, contou durante coletiva realizada hoje, na sede da DEHS, que após ter a imagem do homem divulgada, foi possível a prisão dele.
Ainda segundo a delegada, José Carlos se escondeu em uma casa no bairro São José, logo após cometer o feminicídio.
Na delegacia, ele alegou que, por volta de meio-dia de segunda-feira, teria ido a casa, onde morava com Railane e a filha de 1 ano e 3 meses, para pegar as coisas dele. Pois, disse que queria se separar da mulher e teria ido pegar os pertences dele.
Porém, o homem contou que ao chegar a casa, teve uma discussão com Railane. Ela teria avançando contra ele, e usou uma tesoura para ameaçá-lo, o impedindo de ir embora, disse José Carlos, em seu depoimento.
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Conforme a delegada, José Carlos disse, ainda, que a discussão progrediu para uma luta corporal entre o casal, e nisso, “ela mesma acabou disparando contra o próprio rosto.
No entanto, testemunhas contaram que foi José Carlos quem disparou contra a mulher, na presença da filha deles.
“Testemunhas contam, e ele também falou, que o relacionamento deles era bastante conturbado e marcado por agressões verbais e físicas. Em novembro de 2023 eles foram parar na delegacia, pois José Carlos foi visto dando um tapa no rosto de Railane. Na ocasião, ela não solicitou medidas protetivas, no termo de declaração ela deixa claro o desejo de não querer as medidas protetivas, e infelizmente eles nunca se separaram”.
Marília Campello, delegada titular da DEHS
Ainda de acordo com a delegada, José Carlos alega que a arma de fogo que tirou a vida de Railane seria de propriedade dela, porém não é verdade. Existe um vídeo recente em que ele está com uma arma na cintura e a filmagem teria sido feita pela própria vítima.
“Nós não localizamos a arma utilizada no crime. A equipe policial, após efetuarem a prisão dele, foram para a área de mata, a fim de localizar a arma, mas não foi possível encontrar”, relatou.
Alerta
Conforme a coordenadora do Núcleo de Combate ao Feminicídio, algumas vezes a mulher pode não absorver que está sendo vítima de um relacionamento abusivo e acaba normalizando os comportamentos do companheiro.
“Por isso é importante reforçar que não é normal ter um relacionamento conturbado, não é normal sofrer agressões físicas, verbais, psicológicas. Isso não é normal e pode, inclusive, desencadear em uma tragédia maior como essa”, salientou.
Procedimentos
José Carlos da Silva Fabrício responderá por feminicídio e ficará à disposição do Poder Judiciário.
*Com informações da assessoria






