Vívian Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A Polícia Federal (PF) investiga a suspeita de que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi manipulada para fornecer informações privilegiadas aos filhos do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. O caso foi informado pela jornalista Daniela Lima, da Globonews, nesta quinta-feira, 25/1.
A apuração indica que a Abin teria produzido evidências para favorecer Jair Renan e Flávio Bolsonaro, seja em contratos privados ou contra adversários políticos.
Segundo apuração da jornalista, a Abin teria produzido provas com o intuito de favorecer Jair Renan e Flávio Bolsonaro, tanto em contratos privados quanto contra adversários políticos.
A informação foi divulgada logo após a Polícia Federal deflagrar a “Operação Vigilância Aproximada”, nesta manhã, com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa enraizada na agência, acusada de realizar monitoramento ilegal de autoridades e cidadãos, utilizando geolocalização de dispositivos móveis sem autorização judicial.
A ação resultou em 21 mandados de busca e apreensão, com medidas cautelares que suspendem as funções públicas de sete policiais federais. As buscas ocorreram em 18 localidades em Brasília, uma em Juiz de Fora (MG), uma em São João Del Rei (MG) e uma no Rio de Janeiro.
A operação é uma continuação da “Operação Última Milha”, realizada em outubro do ano passado, que descobriu que o grupo investigado criou uma estrutura paralela na ABIN, utilizando ferramentas do Estado para produzir informações com fins políticos e midiáticos, inclusive interferindo em investigações da Polícia Federal.
Os envolvidos podem responder por crimes como invasão de dispositivo informático, organização criminosa e interceptação ilegal de comunicações telefônicas, de informática ou telemáticas, sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados por lei.






