Gabriela Brasil – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O sequestro do brasileiro Thiago Allan Freitas, de 38 anos, não tem relação com a escalada de violência na região. A afirmação é do representante da embaixada brasileira na capital do Equador, em Quito, o conselheiro Afonso Nery, que também é amazonense.
Conforme Afonso, diante do avanço de atos violentos em todo o país, orquestrados por facções, um grupo de pessoas se aproveitou da turbulência e sequestrou o brasileiro Thiago.
“Nos parece mais que foram pessoas que aproveitaram dessa situação extraordinária, no mau sentido, no país e sequestraram um brasileiro que tem negócios em Guayaquil, que é uma cidade muito mais turbulenta do que a capital Quito, porque Guayaquil é um porto. Então, o tráfico de drogas acontece por ali”, diz.
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A embaixada, de acordo com Afonso Nery, tem realizado contato constante com a família do brasileiro sequestrado e já acionou a Polícia Nacional. Já a Polícia Anti-Sequestro foi contactada pelo filho de Thiago, que também comunicou à embaixada.
“Ele [filho do sequestrado] enviou vídeos do seu pai sequestrado com os olhos vendados e com as mãos amarradas pedindo resgate”, informou o conselheiro.
De acordo com o conselheiro Nery, a embaixada avalia que não há ligação entre o sequestro e a crise de segurança no Equador, e que está atenta aos desdobramentos do caso.
“Os sequestradores pedem 8 mil dólares de resgate. E o filho que estava em contato com eles lhes oferece a metade, 4 mil dólares e eles aceitam. Depois há um silêncio e não se tem mais notícias dos sequestradores”, informou Afonso Nery.
Violência no Equador
Após a fuga do líder de uma quadrilha da unidade prisional, a população do Equador sofre, há dois dias, diversos ataques de violência. Em uma das ações, os criminosos tomaram ao vivo uma emissora de TV.
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De acordo com o conselheiro Afonso Nery, o governo equatoriano passou a tomar fortes medidas contra a onda de violência, com exército nas ruas, nas paradas de ônibus e com toque de recolher das 23h até às 5h da manhã.
Ao menos três mil brasileiros são residentes no Equador. O conselheiro Nery ressalta que não há amazonenses vivendo no país. Com os ataques na região, a embaixada do Brasil tem oferecido auxílio institucional aos brasileiros.
“A embaixada está há três dias está com o telefone de plantão 24 horas disponível para qualquer consulta que a comunidade brasileira queira fazer” disse o conselheiro Afonso Nery.
*Com colaboração de Mazé Mourão






