Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Francisco Emerson da Silva Cruz, de 26 anos, anteriormente preso após forjar a própria morte com objetivo de aplicar golpes em uma empresa responsável por seguros de vida, virou réu, nesta quinta-feira, 28/12, depois que a Justiça acatou uma denúncia do Ministério Público do Acre (MP-AC), pedindo providências sobre o caso.
Em janeiro do ano passado, Francisco Emerson pulou no rio Purus, em Manoel Urbano, interior do Acre. Ele chegou a ser dado como morto pelas equipes do Corpo de Bombeiros do Acre, que depois de intensas buscas não conseguiram encontra-lo. Na época, familiares disseram à polícia que ele estava fazendo “selfie”, quando se desequilibrou na ponte e caiu no rio.
Seguro de vida e certidão de óbito
A empreitada golpista do homem estava parcialmente acertada, Francisco Emerson teria feito cinco seguros de vida antes mesmo de desaparecer, concluiu a investigação da Polícia Civil, que ainda constatou a emissão de uma Certidão de Óbito com as informações do então morto por afogamento.
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Cruz não conseguiu desfrutar do plano ambicioso por muito tempo, meses depois de ter sido dado como morto, informações sobre o seu paradeiro chegaram à polícia, indicando que ele estaria vivo e morando em Boca do Acre, interior do Amazonas.
Não demorou para Francisco Emerson ser localizado e preso, no dia 7 de outubro deste ano, pela Polícia Civil do Amazonas, no município (a 1.028 quilômetros de Manaus).
Na ocasião, ele passou por audiência de custódia, no dia 9 daquele mês, onde foi mantida a prisão preventiva. A Polícia descobriu que Francisco chegou a receber o dinheiro de um dos contratos de seguro de vida.
A prisão
A delegada titular do município de Manoel Urbano, Jade Dene, assumiu as investigações e encontrou o homem com base nos elementos de prova do inquérito.
Para despistar o estelionatário, os agentes da Delegacia da Capital e do Interior (DPCI) fizeram uma simulação onde se passaram por fazendeiros. Com isso, efetuarem a prisão do homem.
À polícia, ele assumiu que fez tudo isso para ter acesso ao dinheiro do seguro. A delegada Jade explicou que o homem foi indiciado por três crimes: fraude para recebimento do seguro; falsidade ideológica; e fraude processual.
“Para muitas pessoas e para a Justiça, Emerson está morto, pois tem a certidão de óbito. Mas ele está vivo e conseguiu sacar o dinheiro do seguro, cometendo os crimes de falsidade ideológica, estelionato e crime contra a administração da Justiça, ao induzir o juiz ao erro”, explicou a delegada Jade Dene.
Decisão da justiça
O juiz Elielton Zanoli Armondes, da Vara Única Criminal de Manoel Urbano aceitou a denúncia solicitada pelo Ministério Público do Acre (MP-AC), no dia 28 de novembro deste ano.
Na ação judicial, Francisco Emerson passa a responder por falsidade ideológica e fraude, quando houve o recebimento de indenização ou valor de seguro, previsto no artigo 171 do Código Penal. Além dele, outras quatro pessoas também foram denunciadas.






