Vívian Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A capital amazonense foi listada entre as mais caras da América Latina pela revista britânica The Economist. Anualmente, a publicação “Global Liveability Index” (em português, “Índice Global de Habitabilidade”) classifica as cidades com base no que um dólar pode comprar.
São Paulo e Rio de Janeiro também integram o ranking, ocupando posições intermediárias na região. O estudo evidencia que, quanto mais forte a moeda, mais cara a cidade, destacando Manaus como uma das mais dispendiosas.
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De acordo com o levantamento, as três metrópoles da América Latina têm uma posição intermediária. Ou seja, são mais caras que Assunção (Paraguai) e Buenos Aires (Argentina), mas mais baratas que Quito (Equador), Santiago (Chile) e Montevidéu (Uruguai).
O ranking destaca a influência da força monetária. Como exemplo, Buenos Aires é considerada a mais barata devido à desvalorização do peso. A cidade, mesmo enfrentando uma inflação projetada em 180% ao ano, se beneficia da relação favorável com o dólar.
O estudo mostrou que viver de forma independente nas principais cidades latino-americanas não é uma tarefa barata. A média do custo mensal para despesas básicas varia de US$ 310 a US$ 804. A análise considerou quatro componentes: aluguel, serviços, alimentação e transporte.
Mais rica e mais barata
A Cidade do México lidera como a mais cara, impulsionada pelo fortalecimento do peso mexicano. O estudo destaca o aumento das taxas de juros na região como fator determinante para o fortalecimento das moedas locais.
No extremo oposto, Singapura lidera como a cidade mais cara globalmente, onde até um certificado para comprar carro custa uma pequena fortuna, algo em torno de US$ 106 mil (R$ 521 mil), evidenciando os desafios de viver em locais de alta prosperidade econômica.
Damasco, capital da Síria, mantém sua posição de cidade mais barata no ranking, devido ao enfrentamentode desafios econômicos com a retirada de subsídios governamentais e a desvalorização da moeda.
Dessa forma, o estudo revelou que, apesar de uma ligeira diminuição nos preços globais em 2023, a inflação ainda persiste, impactando diretamente no custo de vida global.






