Vívian Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A cidade de Manaus foi escolhida para sediar uma das reuniões do G20, juntamente com outras 12 cidades brasileiras, anunciou o governo na terça-feira, 5/12. As reuniões fazem parte da presidência do Brasil no Grupo dos 20 (G20), que engloba ministros da economia e presidentes dos bancos centrais das maiores economias do mundo.
Além da capital amazonense, as 12 cidades anunciadas foram Brasília (DF); Belém (PA); Belo Horizonte (MG); Fortaleza (CE); Foz de Iguaçu (PR); Maceió (AL); Porto Alegre (RS); Rio de Janeiro (RJ); São Paulo (SP); Salvador (BA); São Luís (MA); e Teresina (PI).
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O impacto econômico da presidência brasileira do G20 é percebido não apenas nas grandes cidades, mas também em Manaus que, segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas, Serafim Corrêa, terá a oportunidade de mostrar seu modelo econômico para as economias mais importantes do mundo.
“As economias mais importantes do mundo estarão em Manaus e terão a oportunidade de conhecer o nosso modelo econômico. Também vão trazer os olhos do mundo para ver a Amazônia de outra maneira. A outra oportunidade que nos parece bem relevante é a discussão de assuntos que interessam a Amazônia nessas oportunidades que teremos”, pontuou.
O Brasil assume a presidência do G20 pela primeira vez, concentrando-se em temas como desenvolvimento sustentável, reforma das instituições multilaterais e combate à fome, à pobreza e à desigualdade.
As primeiras reuniões estão agendadas entre 11 e 15 de dezembro, em Brasília, no Palácio do Itamaraty, marcando o início de uma série de encontros temáticos descentralizados.
Trilhas
As 13 cidades-sede foram escolhidas estrategicamente para abrigar as reuniões da “Trilha de Sherpas” e da “Trilha de Finanças”, duas vias importantes para a tomada de decisões do G20.
A Trilha de Sherpas é formada por 15 grupos de trabalho, duas forças-tarefa e uma Iniciativa. Seu foco principal é discutir a transição global para fontes de energia limpa e sustentável, buscando caminhos justos, acessíveis e inclusivos para essa mudança.
Já a Trilha de Finanças lida com questões macroeconômicas estratégicas e é liderada pelos ministros das Finanças e presidentes dos Bancos Centrais dos países-membros.
A descentralização das atividades visa tornar o fórum mais acessível e representativo, incentivando o turismo e o intercâmbio cultural entre as regiões do Brasil.
Sobre o G20
A Cúpula do G20, principal fórum de cooperação econômica global, tem o Brasil na presidência até novembro de 2024.
Composto por 19 países (África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia) e dois órgãos regionais (a União Africana e a União Europeia), aborda temas que vão além da macroeconomia, incluindo comércio, desenvolvimento sustentável, saúde e meio ambiente.
A Cúpula anual reúne líderes em mais de cem reuniões ao longo do ano, destacando a importância do grupo que representa 85% do PIB mundial e dois terços da população global.






