Letícia Rolim – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Em um momento que a reconstrução da rodovia BR-319 se mostra um desafio, o projeto rodoviário “Ponte de Safena” surge como um plano para dinamizar a infraestrutura logística na região Norte do Brasil. Com uma extensão de 434 quilômetros e o objetivo de conectar rodovias do Amazonas ao Pará, a nova estrada pode desempenhar um papel essencial na facilitação da escoação da produção do polo industrial e áreas produtivas de Manaus para o restante do país.
No entanto, a BR-319, é conhecida por sua complexidade logística, que tem sido alvo de debates e esforços para sua revitalização há muitos anos. Enquanto isso, a rota para o Norte, a BR-174 enfrenta obstáculos semelhantes, exigindo atenção para garantir uma infraestrutura adequada e eficiente.
O percurso estratégico da “Ponte de Safena“, idealizada pelo empresário Jeovam Barbosa, que ligaria Manaus a rodovia BR-230 (conhecida como Transamazônica), incluiria passagens pelas cidades de Itacoatiara, Urucurituba e Maués, terminando no Sul de Santarém, na cidade de Aveiro, no Pará.
“A motivação foi a necessidade de ter uma estrada para ligar o Amazonas ao Pará, se tornando mais uma rodovia ligada ao Brasil por apenas 450 km de estrada e três pontes”, disse o empresário.

O projeto, estimado em R$ 6 bilhões, representa um investimento substancial, evidenciando a importância estratégica atribuída a essa infraestrutura. Além disso, há as dificuldades para a construção de uma nova rodovia, tendo em vista as questões ambientais que, atualmente, travam o andamento das obras na BR-319.
O projeto da rodovia conta com três pontes, duas sobre o rio Amazonas e uma sobre o rio Tapajós, no Pará. Toda a rodovia seria duplicada, permitindo mais facilidade em relação ao fluxo de trânsito.
Este ponto estratégico permitiria a integração nos portos da capital, promovendo uma ligação importante para o transporte de cargas não apenas regionalmente, mas também para o Brasil como um todo, através da BR-163.
Com a adesão do projeto, a BR-163, que já conecta a região de Santarém até Cuiabá, se tornaria uma via ainda mais relevante com a “Ponte de Safena”. Essa integração proporcionaria uma rota terrestre mais direta e eficaz para o transporte de mercadorias, promovendo a dinamização econômica ao longo do caminho.
Desafios logísticos em Manaus
Apesar da grande extensão territorial do Amazonas com um total de 1,022 km de malha viária, a infraestrutura rodoviária estadual e federal do Estado encontra-se permeada por desafios. Em particular, Manaus, reconhecida como um polo industrial de grande relevância, depara-se com limitações em suas rotas de escolha da produção.
A cidade enfrenta a necessidade de direcionar sua produção tanto para o Norte quanto para o Sul. Atualmente, as principais vias utilizadas para tal fim são a BR-319, que se conecta à BR-364 em direção ao Sul, e a BR-174, que se estende para o Norte.

As limitações nas opções de rotas impactam diretamente a competitividade do polo industrial de Manaus. A dependência de rotas específicas também ressalta a necessidade prévia de investimentos em infraestrutura rodoviária no Estado.
Diante desse cenário, o projeto “Ponte de Safena” ganhou destaque, prometendo não apenas ampliar as opções de escoamento, mas também revolucionar a conectividade regional.
Nome do projeto e atual situação
O projeto “Ponte de Safena” ganhou seu nome não apenas por sua extensão, mas baseado em seu objetivo de estabelecer uma ligação menor e mais eficaz entre Manaus e a BR-230, conhecida como rodovia Transamazônica.
Atualmente, essa conexão é realizada pela BR-319, e a proposta da “Ponte de Safena” visa melhorar significativamente a eficiência logística na região.
O idealizador Jeovam Barbosa explica que o projeto está em andamento, aguardando por um contrato de parceria entre o poder público a iniciativa privada para prover a execução da obra.
“Atualmente, o projeto rodoviário Ponte de Safena está em fase da Parceria Pública e Privada (PPP). A dificuldade hoje é levar o projeto ao conhecimento de todos e colocar em discussão como está sendo com a BR-319”, explicou Barbosa.






