Fábio Leite – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja mais uma viagem internacional para “mostrar o potencial do Brasil na agenda verde”, durante Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – a COP 28, em Dubai (EAU) . Enquanto o presidente realiza mais uma viagem, Manaus sofre com a péssima qualidade do ar causada pelas fumaças provenientes das queimadas realizadas na floresta amazônica.
O Amazonas registrou 18.732 focos de calor, de 1º de janeiro até 3 de novembro deste ano, de acordo com o Boletim de Estiagem divulgado pelo governo do Estado.
Nos últimos dois meses, a população amazonense vem sofrendo com a fumaça causada pelas queimadas, em especial os moradores da capital amazonense, que são acometidos pela péssima qualidade do ar, como vem registrando nas últimas semanas o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva).
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Dessa vez, o chefe do Executivo federal, ao lado de ministros, viajará para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, para participar da COP 28 – visando “mostrar o potencial do Brasil na agenda verde”, como o mesmo afirma em publicação nas redes sociais.
Internautas aproveitaram a postagem do presidente para ironizar o anúncio: “Começa discursando na COP28, que o nosso modelo ambiental é ter um cenário sufocante pelas fumaças na Amazônia”, protestou Lucas Luiz no post.
Outra manifestação contrária a publicação de Lula, foi de Paula Maniezzi que também estendeu as críticas a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
Um outro comentário critica as viagens realizadas pelo presidente Lula neste ano, que foram interrompidas para que o mesmo realizasse cirurgias no quadril e nas pálpebras.
Desde que se elegeu presidente, Lula não visitou Manaus, nem mesmo quando a cidade, e o Estado, são afetados pela maior seca já registrada na história, além de sofrer com a fumaça causada pelas queimadas. A última vez que Lula esteve na capital amazonense foi nas eleições presidenciais de 2022.
Em vez do presidente, estiveram presentes na capital o vice-presidente do país, Geraldo Alckmin, e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.






