Redação Rios
MANAUS (AM) – Formado por 23 organizações, o coletivo do pirarucu, que atua com o manejo do pirarucu no Estado do Amazonas, produziu uma nota técnica solicitando ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) que o prazo de pesca do pirarucu seja prorrogado até 20 de dezembro deste ano. O documento foi enviado ao órgão no dia 11 de outubro.
Com a forte seca, o baixo nível dos rios dificulta a navegação e impacta diretamente o manejo do pirarucu, atividade que envolve mais de seis mil pescadores e pescadoras em ao menos 300 comunidades e 22 municípios do Amazonas.
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Segundo a instrução normativa do órgão que regulamenta o exercício da pesca do pirarucu na bacia hidrográfica do rio Amazonas, o período anual estabelecido para a pesca da espécie é de 1º de junho até 30 de novembro.
A superintendência do Ibama no Amazonas, que monitora e acompanha o manejo no Estado, recebeu a solicitação e se comprometeu em analisar com celeridade a solicitação apresentada pelo coletivo.
Leonardo Kurihara, indigenista da operação Amazônia nativa, destacou que é importante que a resposta à solicitação apresentada pelo coletivo seja feita com maior brevidade, para que os grupos de manejadores possam se organizar e não interromper a pesca em 30 de novembro.
“É importante que a resposta à solicitação apresentada pelo Coletivo seja feita com maior brevidade, para que os grupos de manejadores possam se organizar e não interromper a pesca em 30 de novembro”, pontua Leonardo Kurihara, indigenista da Operação Amazônia Nativa (OPAN).
A atividade movimentou aproximadamente R$ 22 milhões em 2022 e a expectativa é que caso a prorrogação do prazo seja aceita pelo Ibama, a pesca de 2023 alcance o mesmo patamar.
*Com informações da assessoria






