Vívian Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Não é só Manaus que sofre com a seca histórica que confirmou nesta segunda-feira, 16/10, a maior seca da história da capital amazonense com 13,59m, ante os 13,63m de 2010. Os municípios do interior do Estado estão sendo fortemente atingidos e iniciando um processo de racionamento de água devido à vazante extrema.
A cidade de Manacapuru, localizada a 70,66 quilômetros de Manaus, enfrenta uma séria ameaça de racionamento de água devido à seca causada pela estiagem que afeta a região. O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) anunciou a necessidade de adotar medidas de contingência para preservar o abastecimento de água na cidade.
Segundo o SAAE, ainda estão sendo definidas as estratégias que serão implementadas, incluindo manobras no fornecimento de água e horários de abastecimento. Uma reunião com a administração está agendada para esta segunda-feira, 16/10, visando a divulgação oficial das medidas a serem adotadas.
É importante ressaltar que, até o momento, o racionamento de água em Manacapuru não está em vigor. A previsão é de que as ações sejam iniciadas ao longo desta semana, dependendo das deliberações da diretoria do SAAE e em conformidade com as condições de abastecimento.

O Boletim de Estiagem divulgado no domingo, 15/10, pelo Governo do Amazonas colocou Manacapuru em estado de alerta, destacando a gravidade da situação no município.
A população deve estar atenta às informações oficiais do SAAE para acompanhar o desenrolar da situação e adotar medidas de economia de água para enfrentar esse desafio imposto pela seca.
Na última sexta-feira, 13/10, a vice-prefeita Valciléia Maciel MDB), acompanhada do Secretário Franz Melendez, Defesa Civil e equipe da Prefeitura município, levaram assistência às comunidades Ressaca do Tuiué e Paraná do Periquito. Foram entregues cestas básicas, água potável e medicamentos aos comunitários afetados pela seca.
Rio Preto da Eva
Na semana passada, o município de Rio Preto da Eva, a 79 quilômetros de Manaus, enfrentou problemas semelhantes devido à seca. O prefeito Anderson Sousa anunciou medidas de contingenciamento que entraram em vigor em 10/10 e terão duração de 60 dias.
Uma delas incluiu o desligamento de todas as bombas d’água entre 23h e 5h, visando a recuperação do nível dos poços que estão em patamares críticos. Outra determinação foi a imposição de multas e a instalação imediata de hidrômetros nas residências de usuários que estejam desperdiçando água.
Rio Preto da Eva é uma das 50 cidades do Amazonas que se encontram em situação de emergência devido à seca, refletindo a gravidade da crise hídrica que atinge a região.
De acordo com o Boletim de Estiagem divulgado pelo Governo do Amazonas, 50 municípios estão em estado de emergência, 10 em alerta, nenhum em atenção e dois estão em normalidade. A seca severa afeta 415 mil pessoas no Amazonas, um total de 112 famílias.






