Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A suspensão temporária de novos créditos do Passe Livre Estudantil para alunos da rede estadual foi alvo de cobranças durante sessão na Câmara Municipal de Manaus (CMM), nesta terça-feira, 3/11.
Vereadores criticaram o impasse entre o Governo do Amazonas e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e alertaram para os prejuízos aos estudantes que dependem do benefício.
O vereador Jaildo Oliveira (PV) cobrou explicações do governo estadual e destacou que muitas famílias contam com a gratuidade para garantir o deslocamento dos filhos até as escolas.
“Temos que cobrar! Porque a mãe e o pai já contam, já contam com esse passe para o filho dele ir para a aula. E aí você normalizar isso como normal, e o governo do Estado dá só uma nota e não prova nada que pagou, isso é um absurdo”, afirmou.
Vereadores criticam impasse entre governo e empresas
O vereador Capitão Carpê (PL) questionou a atuação da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) na fiscalização dos repasses e afirmou que os estudantes são os principais prejudicados pela divergência entre o poder público e as empresas de transporte.
“Aí fica, a prefeitura de um lado fala uma coisa, o governo fala outra, as empresas falam outra coisa, o Sinetram fala outra. E quem é que se lasca no meio de tudo isto? É o aluno. É o aluno que não consegue sobressair e ir para a escola”, declarou.
Já o vereador Zé Ricardo (PT) cobrou uma solução para o problema e destacou que o transporte coletivo é um serviço essencial, previsto entre os direitos sociais.
“Nós estamos a falar de um dos principais serviços municipais de responsabilidade do município, que é o transporte coletivo. O transporte está lá no rol de direitos sociais. Transporte é considerado serviço essencial. Quando é essencial, é um serviço assim que está acima de outros na hora da prioridade”, afirmou.
Sinetram suspendeu novos créditos
O Sinetram anunciou, na noite de segunda-feira, 2, a suspensão temporária da liberação de novos créditos do Passe Livre para estudantes da rede estadual. A entidade atribui a medida a pendências financeiras do Governo do Amazonas e afirma que as empresas não conseguem continuar custeando o benefício sem receber os valores correspondentes.
O governo estadual, por sua vez, afirma estar em dia com os pagamentos de 2026 e informa ter destinado R$ 27 milhões ao benefício neste ano. A divergência envolve cobranças referentes a 2025, que são contestadas pelo Estado na Justiça.
Os estudantes que ainda possuem saldo nos cartões podem utilizar normalmente as passagens já disponibilizadas.
Salazar cobra melhorias em rua da zona Norte
O vereador Sargento Salazar (PL), também deputado federal eleito, cobrou o prefeito Renato Junior (Avante) por melhorias na rua Timbaúba, no bairro Colônia Terra Nova, zona norte de Manaus.
O parlamentar afirmou que a via está intrafegável, mencionou a morte de um idoso que teria caído em um buraco e disse já ter apresentado 13 requerimentos sobre o problema.
“Pessoas já estão se mudando porque não têm condições de morar nessa rua que fica localizada na Terra Nova e foram 13 requerimentos que nós solicitamos. E um recado, Renato Júnior: onde eu estiver, eu irei lhe cobrar”, declarou.
Zé Ricardo defende proposta sobre bets
O vereador Zé Ricardo também abordou a discussão sobre a proibição das apostas esportivas, durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira, 3, sobre os impactos da Medida Provisória 1.394/2026.
O parlamentar defendeu medidas de proteção às famílias, especialmente à população de baixa renda, e criticou os interesses econômicos envolvidos no setor.
“Mas as famílias agradecem. Os mais pobres agradecem. Quem está prejudicado, teoricamente, não é prejudicado, e está aí a revoltar-se, é meia dúzia de pessoas a serem beneficiadas: pessoas famosas, artistas, jogadores, entidades nacionais, meios de comunicação poderosos”, concluiu.






