Redação Rios
AMAZONAS – O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) aplicou R$ 8,5 milhões em multas por infrações ambientais durante a 13ª etapa da Operação Tamoiotatá 6. As fiscalizações também resultaram no embargo de 916,03 hectares e na emissão de 56 autos de infração.
Realizada entre os dias 9 e 28 de outubro, a fiscalização ocorreu nos municípios de Borba, Careiro, Careiro da Várzea, Beruri, Manaquiri e Autazes. Entre as irregularidades identificadas estão desmatamento sem autorização, queimadas ilegais, danos à vegetação nativa e descumprimento de embargos ambientais.
A área embargada equivale a aproximadamente 1.283 campos de futebol. As ações ocorreram durante a vigência do decreto estadual que proíbe o uso do fogo por 120 dias no Amazonas.
O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, destacou a importância das fiscalizações para combater as irregularidades ambientais.
“Estamos trabalhando para impedir que práticas irregulares continuem causando danos ao meio ambiente. O Governo do Amazonas tem reforçado a presença das equipes em campo, especialmente neste período de proibição do uso do fogo. Nosso objetivo é fazer cumprir a legislação ambiental e evitar que novas áreas sejam degradadas”, afirmou.
Borba lidera multas
Borba concentrou o maior valor em multas, com R$ 3,5 milhões em 12 autos de infração. Em Careiro, foram aplicados R$ 1,7 milhão em multas, com 23 autuações e 595,24 hectares embargados.
Manaquiri registrou R$ 1,2 milhão em multas e 126,48 hectares embargados. Em Beruri, as cinco autuações somaram R$ 1 milhão. Já Careiro da Várzea teve R$ 927,5 mil em multas e 55,55 hectares embargados.
Em Autazes, foram aplicados R$ 40 mil em multas, além do embargo de 2,19 hectares.
Fiscalização segue até dezembro
A Operação Tamoiotatá 6 está prevista até dezembro de 2026 e conta com apoio das forças de segurança e uso de tecnologias como imagens de satélite, drones e ferramentas de geoprocessamento.
Durante a 13ª etapa, parte das equipes foi deslocada para municípios próximos de Manaus, devido à influência do desmatamento e das queimadas na geração de fumaça que atinge a capital.
Segundo o analista ambiental Alexandre Souza, gerente de Fiscalização Ambiental em exercício do Ipaam, as principais irregularidades identificadas estão relacionadas ao desmatamento e às queimadas ilegais, especialmente em áreas destinadas a atividades agropastoris.
Além da Tamoiotatá 6, o instituto mantém as operações Alerta Fogo, voltada ao combate ao uso ilegal do fogo, e Região Metropolitana, que fiscaliza outros ilícitos ambientais nos 13 municípios da região.
Como denunciar
A população pode denunciar desmatamento ilegal, queimadas irregulares e outras infrações ambientais pelo WhatsApp do Ipaam: (92) 98557-9454.
Em casos de incêndio em andamento, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado pelo número 193.
*Com informações da assessoria






