Kaelyson Moraes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O irmão do ex-prefeito de Borba, Simão Peixoto (MDB), foi alvo de investigação da Polícia Federal (PF) durante a Operação Fagulha, deflagrada nesta terça-feira, 27/10. A identidade do irmão de Smão não foi divulgada até o momento.
A operação apura a ocorrência de crimes ambientais envolvendo queimadas em área rural no Amazonas. A PF cumpriu três mandados de busca e apreensão.
Segundo a PF, a investigação iniciou quando foram identificados focos de calor por sistemas de monitoramento ambiental. Também foram encontrados indícios de supressão de vegetação nativa, queimadas e possível exploração econômica das áreas afetadas.
Um dos alvos da operação, ainda não identificado, foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo e foi conduzido à Superintendência Regional da Polícia Federal do Amazonas, onde passará pelos procedimentos cabíveis.
Ex-prefeito desmente prisão
Após a veiculação de informações que apontavam para a prisão de Simão Peixoto (MDB) dentro da operação da PF, o ex-prefeito de Borba, desmentiu a sua prisão em vídeo compartilhado nas redes sociais nesta terça-feira, 27. Simão classificou a veiculação das notícias como “perseguição política”.
“Quero dizer que isso é uma perseguição política e também fake news. Estou aqui, ó, ao vivo e à cores, pessoal. Fique tranquilo, tá? A gente é ficha limpa”, declarou.
Histórico de investigações
Simão Peixoto já foi alvo de investigações em diversas ocasiões durante sua vida política. Em março de 2023, Simão foi preso preventivamente pelos crimes de ameaça, desacato, difamação e restrição aos direitos políticos em razão do sexo, contra a vereadora Tatiana Franco dos Santos.
Em maio do mesmo ano, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado ou às Organizações Criminosas (GAECO) deflagrou a “Operação Garrote” após encontrar indícios que apontavam para a criação de uma organização criminosa liderada por Simão. A operação resultou na prisão de Simão Peixoto, da então primeira-dama Aldine Mirella Souza, além de mais de 80 mandados de busca e apreensão e outros nove de prisão.
Em julho de 2023, a Justiça Federal determinou a soltura de Simão. No dia 9 de janeiro do ano seguinte, quando ainda era prefeito de Borba, Simão foi novamente preso investigado pela Polícia Federal (PF) suspeito de desvio de recursos públicos destinados à merenda escolar durante a pandemia de Covid-19, em 2020. No dia 13 do mesmo mês, Simão foi liberado após determinação da juíza federal Solange Salgado da Silva, permitindo que ele voltasse ao cargo de prefeito.






