Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A qualidade do ar em Manaus chegou à classificação moderada nesta quarta-feira, 21/10, segundo dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA).
Apesar da melhora em relação aos dias anteriores, a fumaça das queimadas continua afetando a capital e municípios da Região Metropolitana.
Na área urbana, as concentrações de material particulado fino (MP2,5) variam de 27,8 a 43,1 microgramas por metro cúbico (µg/m³). Nos últimos dias, Manaus chegou a registrar níveis considerados péssimos.
Em Manaus, os índices estão na faixa moderada, entre 25 e 50 µg/m³. No Aleixo e no Coroado, as concentrações chegam a 40,9 µg/m³.

Em municípios próximos, porém, há pontos com qualidade do ar considerada ruim. Em Iranduba, o índice chega a 56,5 µg/m³; em Manaquiri, a 55,8 µg/m³; e, em Autazes, a 51,4 µg/m³.

As partículas finas podem penetrar profundamente no sistema respiratório e agravar problemas de saúde, especialmente entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças preexistentes.
Aulas seguem suspensas
Mesmo com a melhora dos indicadores, a Prefeitura de Manaus manteve suspensas as atividades presenciais na rede municipal de ensino nesta quarta-feira. A rede estadual também suspendeu as aulas presenciais em Manaus e Autazes.
Manaus registrou 559 atendimentos relacionados à exposição à fumaça entre 1º e 17 de outubro.
As autoridades recomendam manter a hidratação, evitar atividades físicas ao ar livre e reduzir a exposição à fumaça. Em caso de falta de ar ou agravamento de sintomas respiratórios, a orientação é procurar atendimento médico.
Reforço no combate às queimadas
O governo federal anunciou o reforço das operações contra os incêndios florestais no Amazonas, com 16 aeronaves, quatro esquadrões de helicópteros, dois navios e ampliação das equipes de brigadistas.
Também foi anunciada a instalação de uma base descentralizada da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) em Manaus, para ampliar o atendimento a possíveis problemas de saúde provocados pela fumaça.
Apesar da melhora na capital, os índices registrados em municípios da região mostram que os impactos das queimadas continuam exigindo atenção.






