Kaelyson Moraes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Entre 1º e 17 de outubro, Manaus registrou 559 atendimentos por exposição à fumaça na rede estadual de saúde, conforme dados da Fundação de Vigilância em Saúde – Dra. Rosemary Costa Pinto. Segundo o órgão, 92 destes atendimentos teriam sido realizados somente no último sábado, 17/10, quando a capital registrou 441 pontos no Índice de Qualidade do Ar (AQI).
De acordo com os dados da FVS-RCP, o número já supera o total de agosto (48) e setembro (178) juntos no Amazonas, que chegou a 226 atendimentos nos dois últimos meses. Os principais sintomas relatados pelos pacientes são: tosse, falta de ar, febre, dor de cabeça, dor no peito, coriza, fadiga, irritação da garganta, mal-estar, náusea, e vômito.
Segundo a FVS-RCP, entre os grupos mais vulneráveis a complicações por exposição à fumaça estão: crianças, idosos, pessoas com doenças pulmonares, gestantes, povos originários e pessoas em situação de rua.
Em nota técnica conjunta com a FVS-RCP, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) recomenda que a população beba água, permaneça em local ventilado, feche janelas em horários com pior qualidade do ar, use máscaras do tipo “cirúrgica”, evite atividades físicas ao ar livre e mais.
Fumaça afeta educação
A crise de fumaça e baixa qualidade do ar em Manaus já afeta a educação na capital amazonense. A Prefeitura de Manaus e o Governo do Amazonas suspenderam as atividades em toda a rede municipal e estadual de ensino, respectivamente, nesta segunda-feira.
O Instituto Federal do Amazonas (Ifam) suspendeu as atividades presenciais até o fim da semana em todas as unidades da capital.
A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) também suspendeu as atividades presenciais até esta sexta-feira, 23. A Universidade Federal do Amazonas (Ufam), por sua vez, suspendeu as atividades até terça-feira, 20.






