Redação Rios
MANAUS (AM) – O resultado da eleição para o Governo do Rio de Janeiro, que contrariou as expectativas apontadas pelas pesquisas eleitorais, serve de alerta para a disputa pelo Governo do Amazonas entre Omar Aziz (PSD) e Professora Maria do Carmo (PL).
A avaliação é do analista político da Rede Rios de Comunicação, Diogo da Luz, que estabelece um paralelo entre os dois cenários e aponta o risco de o favoritismo levar candidatos a subestimar o eleitorado.
“Creio cada vez mais que o salto alto e a arrogância podem ser o grande risco de Omar Aziz”, afirma Diogo, ao analisar a disputa pelo governo amazonense e comparar o cenário com o resultado eleitoral no Rio de Janeiro.
Na avaliação do analista, a derrota de Eduardo Paes (PSD) para Douglas Ruas (PL) demonstra que a liderança nas pesquisas e a experiência política não garantem a vitória nas urnas. Antes do primeiro turno, levantamentos eleitorais indicavam vantagem de Paes, que acabou superado na votação.

Diogo chama atenção para os levantamentos eleitorais e ressalta que os números representam um retrato momentâneo das intenções de voto. “As pesquisas mostram o retrato de ontem e não dizem o que vai acontecer amanhã”, afirma.
Analista questiona postura de Omar Aziz
Ao traçar o paralelo com o Amazonas, Diogo questiona se a trajetória política de Omar Aziz pode produzir uma percepção de excesso de confiança entre parte dos eleitores.
O senador já ocupou os cargos de vice-prefeito e prefeito de Manaus, vice-governador e governador do Amazonas, além de exercer mandato no Senado Federal.

Para o analista, a experiência acumulada pode ser apresentada como um diferencial eleitoral, mas também levanta questionamentos sobre a capacidade de estabelecer identificação com diferentes segmentos da população.
“O que ele diz é: ‘Eu sou experiência, o Amazonas precisa de mim, ninguém mais pode me atender melhor do que eu próprio’. E será que isso gera empatia, identidade, vontade de votar ou justamente o contrário?”, questiona Diogo.
O comentarista avalia que a percepção de que um candidato é o único capaz de resolver os problemas do estado pode não produzir necessariamente o apoio esperado. Na análise dele, a postura adotada durante a campanha e a forma como o candidato se relaciona com os eleitores também precisam ser consideradas.

No primeiro turno das eleições de 2026, Omar Aziz obteve 40,63% dos votos válidos, enquanto Professora Maria do Carmo recebeu 24,49%. Os dois avançaram para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Apoio de Plínio Valério entra na análise
Diogo também questiona o apoio declarado pelo senador Plínio Valério (PSDB) a Omar Aziz. O analista critica a justificativa baseada na amizade pessoal entre os dois políticos e avalia que a aliança merece ser examinada à luz das posições defendidas por Plínio ao longo de sua trajetória pública.
“Isso é fraco”, afirma Diogo, ao comentar a justificativa apresentada pelo senador.
Na avaliação do analista, o episódio levanta uma discussão sobre a relação entre alianças pessoais e identificação política. Ele questiona se a aproximação entre os parlamentares está alinhada aos valores que, em sua interpretação, contribuíram para a eleição de Plínio Valério.






