Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A candidata ao Governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo (PL), afirmou que pretende ampliar o efetivo do Corpo de Bombeiros e da Polícia Ambiental, além de investir na preparação de brigadistas e na estrutura das forças de segurança. As propostas foram apresentadas durante entrevista à Rede Amazônica, na noite desta quinta-feira, 15/10.
Ao falar sobre a capacidade de resposta das equipes de emergência, a candidata defendeu a realização de concursos públicos e a reposição de profissionais. Ela também apontou a falta de equipamentos e de estrutura adequada, principalmente nos municípios do interior.
Reaparelhamento do Corpo de Bombeiros
Durante a entrevista, o apresentador citou um levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública segundo o qual cada bombeiro do Amazonas atende, em média, uma área de 1.168 quilômetros quadrados, a maior proporção do país.
“Só isso já precisa ser reposto. Então, temos que retomar aí, fazer concursos públicos para retomar aí o Corpo de Bombeiros e reaparelhar”, declarou Maria do Carmo.
A candidata também defendeu a melhoria da estrutura das unidades da corporação, com atenção aos municípios do interior, onde, segundo ela, faltam quartéis e equipamentos para atender às demandas da população.
“O nosso Corpo de Bombeiros precisa ser, de fato, melhor equipado, mais bem aparelhado. Nós temos que fazer isso”, afirmou.
A proposta de ampliar o efetivo e melhorar a estrutura do Corpo de Bombeiros também se relaciona à trajetória do candidato a vice-governador na chapa de Maria do Carmo, o Coronel Aníbal (PL), que é oficial do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas e já atuou na Defesa Civil de Manaus. A experiência na área de proteção e resposta a emergências integra o perfil do candidato que compõe a chapa da candidata ao governo.
Maria do Carmo também mencionou a necessidade de investimentos nas polícias Militar e Civil para ampliar a capacidade operacional das instituições de segurança pública.
Prevenção de queimadas, secas e enchentes
A candidata afirmou que o Amazonas precisa fortalecer o planejamento para enfrentar situações recorrentes, como queimadas, estiagens e enchentes. Na avaliação dela, o poder público precisa antecipar medidas para reduzir os impactos desses eventos.
“E a cada ano, quando eles acontecem e acontecem de forma recorrente, a gente se vê diante de uma situação grave como agora as queimadas, a fumaça, e nós não estamos preparados para responder”, declarou.
Maria do Carmo citou o uso de aeronaves emprestadas no combate ao fogo e a falta de brigadistas em número suficiente como exemplos das dificuldades enfrentadas pelo estado.
“Agora estamos aí com aviões emprestados para combate ao fogo; não temos brigadistas preparados em número suficiente para combater as queimadas; não temos nenhum tipo de atividade preventiva de ensinar nas comunidades como se comportar na época da seca”, afirmou.
A candidata defendeu ainda ações educativas nas comunidades para orientar moradores sobre os cuidados necessários durante o período de estiagem.
Plano de adaptação às mudanças climáticas
Questionada sobre a elaboração de um plano de adaptação às mudanças climáticas, caso seja eleita, Maria do Carmo respondeu que pretende adotar medidas para preparar diferentes regiões do estado.
“Sim! Sim, temos que ter! Temos que ter, inclusive aqui no nosso estado, né? A gente tem que estar preparado para isso em todos os redutos do Amazonas”, disse.
Ela também defendeu investimentos na logística estadual, incluindo a recuperação de estradas que conectam os municípios e a preparação de ramais vicinais para facilitar o escoamento da produção.
Segundo a candidata, a melhoria da infraestrutura é necessária para reduzir o isolamento de comunidades e garantir o deslocamento da população durante períodos de estiagem.
“Nós temos que preparar a logística integrada do estado para que a gente possa não perder a condição de se comunicar, as pessoas de trafegarem dentro do estado, com a recuperação das estradas que conectam um município ao outro e que chegam a rios que não se tornam, vamos dizer assim, secos o suficiente para impedir a navegação”, afirmou.






