Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A qualidade do ar continua em níveis críticos em Manaus e mantém suspensas as aulas presenciais da rede municipal de ensino nesta quarta-feira, 14/10. A média registrada na manhã de hoje foi de 123,9 microgramas por metro cúbico (µg/m³), índice classificado como “muito ruim”.
A retomada das atividades estava prevista inicialmente para esta quarta-feira, mas a Secretaria Municipal de Educação (Semed) decidiu manter a suspensão após uma nova avaliação das condições atmosféricas. A medida busca reduzir a exposição de estudantes e profissionais da educação à fumaça das queimadas.
Qualidade do ar segue muito ruim
De acordo com a Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (Sepdec), a média da qualidade do ar em Manaus na manhã desta quarta-feira foi de 123,9 microgramas por metro cúbico (µg/m³), índice classificado como “muito ruim”.
A fumaça que encobre a capital nas últimas semanas está associada às queimadas registradas em municípios do interior do Amazonas, principalmente nas regiões Leste e Metropolitana, além de focos de incêndio em outros estados.
Diante da persistência da poluição atmosférica, a Prefeitura decidiu manter a suspensão das atividades presenciais na rede municipal para minimizar os impactos sobre a saúde da comunidade escolar.
Na rede estadual de ensino, as aulas foram retomadas normalmente nesta quarta-feira, após a suspensão das atividades presenciais na terça-feira, 13.
Bairros de Manaus registram índices péssimos
Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA) apontam concentrações elevadas de material particulado fino (MP2.5) em diferentes pontos monitorados no Amazonas nesta quarta-feira.

Em Manaus, bairros das zonas Oeste, Sul, Centro-Sul e Leste aparecem entre as áreas com índices classificados como péssimos.
No interior, Maués registrou a maior concentração entre os pontos citados, com 238 µg/m³. Itacoatiara, Urucará, Parintins e Itapiranga também apresentaram índices superiores a 125 µg/m³, faixa considerada péssima pela escala utilizada no sistema.
O cenário ocorre em meio ao registro de 1.372 focos de calor no Amazonas entre 1º e 12 de outubro, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
A manutenção da suspensão das aulas municipais acompanha o cenário de poluição atmosférica, enquanto as condições do ar seguem como um dos fatores considerados pelas autoridades para definir medidas de proteção à população.






