Andreza Maria Cunha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – As eleições deste domingo, 4 de outubro, podem mudar mais da metade da composição da Câmara Municipal de Manaus (CMM). Ao menos 23 vereadores disputam cargos, sendo 17 a deputado estadual e seis a deputado federal. Caso sejam eleitos e assumam os novos mandatos, poderão abrir espaço para suplentes no Legislativo municipal.
Na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), 21 dos 24 parlamentares em exercício disputam uma cadeira para a próxima legislatura. Joana Darc concorre a deputada federal, Alessandra Campêlo é candidata a vice-governadora na chapa de Omar Aziz e Dra. Mayara Pinheiro não participa da eleição deste ano.
Embora não haja eleição para vereador em 2026, a ida de integrantes da CMM para a Assembleia ou para a Câmara dos Deputados pode alterar as bancadas municipais. Os suplentes convocados ocuparão as cadeiras pelo restante da legislatura, que termina em 2028.
Quem disputa pela Câmara de Manaus
Na corrida para deputado estadual estão Aldenor Lima, Marco Castilhos e Professora Jacqueline, pelo União Brasil; Capitão Carpê, pelo PL; Carlos Pai Amado, David Reis, Eduardo Alfaia, Eduardo Assis, Gilmar Nascimento e Rodinei Ramos, pelo Avante.
Também concorrem Eurico Tavares (PSD), João Paulo Janjão (Agir), Kennedy Marques Protetor (MDB), Rodrigo Guedes (Republicanos), Rodrigo Sá (PP), Yomara Lins (Podemos) e Zé Ricardo (PT).
Para deputado federal, os candidatos são Coronel Rosses e Sargento Salazar, pelo PL; João Carlos, pelo Republicanos; Joelson Silva, pelo Avante; e Saimon Bessa e Thaysa Lippy, pelo União Brasil.
Elan Alencar, candidato a deputado estadual pelo Avante, não entra na conta dos atuais vereadores. Ele perdeu o mandato por decisão da Justiça Eleitoral, e Glória Carratte (PSB) assumiu após a retotalização dos votos de 2024. A relação atual de parlamentares publicada pela CMM inclui Glória e não inclui Elan. Uma eventual eleição dele, portanto, não abrirá outra vaga na Câmara.
Trocas de partido afetam o cenário
As siglas das candidaturas de 2026 nem sempre são as mesmas pelas quais os vereadores foram eleitos em 2024. Rodrigo Guedes conquistou o mandato municipal pelo PP e agora disputa pelo Republicanos. Thaysa Lippy foi eleita pelo PRD e concorre pelo União Brasil. Rodrigo Sá permanece no PP, que integra a Federação União Progressista com o União Brasil.
Essa diferença importa porque a suplência municipal é identificada a partir da chapa que conquistou a cadeira em 2024. Assim, a eventual saída de Rodrigo Guedes exige a análise da lista do PP daquela eleição, enquanto a de Thaysa Lippy envolve a lista do PRD.
A entrada de suplentes pode alterar tanto os nomes quanto o tamanho das bancadas atuais. O resultado de 2024 serve de referência para a convocação, mas a situação partidária e jurídica de cada suplente também precisa ser considerada. O TSE tem decisões sobre perda de mandato de suplentes que mudaram de legenda antes de assumir, o que impede tratar a classificação eleitoral como garantia automática de posse.
Quem aparece nas listas de suplência
No Avante, sete vereadores eleitos pela legenda em 2024 disputam outros cargos. A sequência de suplentes no resultado municipal começa com Júnior Resgate, Dalmir Salazar, Radyr Jr., Eduardo Lucas e Vivi Lira. Depois aparecem Beto Dantas e Pastor Frank Abílio.
Nas cadeiras conquistadas pelo União Brasil, a classificação de 2024 começa com Caio André, seguido por Amauri Gomes, Neibe e Professora Therezinha Ruiz. No PL, os primeiros nomes são Delegado Pablo, Marcel Alexandre e Delegado Costa e Silva. Para as cadeiras do PP, a sequência começa com Cearazin Semisera e Lissandro Breval.
Nas demais chapas com vereadores candidatos, os primeiros suplentes do resultado de 2024 são Dr. Daniel Vasconcelos, pelo Republicanos; Fransuá, pelo PSD; Alonso Oliveira, pelo Agir; Caila Carim, pelo MDB; Nath Nascimento, pelo Podemos; Sassá da Construção Civil, pela Federação PT/PCdoB/PV; e John Sena, pelo PRD.
Essas relações, porém, já têm mudanças partidárias. Amauri Gomes deixou o União Brasil e está no PSD. Marcel Alexandre, que ficou na suplência do PL em 2024, disputa deputado estadual pelo União Brasil. Nath Nascimento, primeira suplente do Podemos naquela eleição, concorre a deputada federal pelo PSD.
No caso do União Brasil, Caio André afirmou em abril que a saída de Amauri Gomes colocava Neibe na sequência para assumir caso ele próprio tomasse posse e se licenciasse. A declaração ocorreu durante as discussões sobre uma possível ida de Professora Jacqueline para a Aleam.
Há também suplentes disputando um mandato em 2026. Júnior Resgate e Dalmir Salazar concorrem a deputado federal pelo Avante, assim como Caila Carim disputa o mesmo cargo pelo MDB. Por isso, quem efetivamente poderá assumir na CMM dependerá das vagas abertas, do resultado das eleições e da situação de cada nome na lista.
Disputa pode renovar composição da Aleam
Na Assembleia, sete parlamentares em exercício disputam deputado estadual pelo União Brasil com Adjuto Afonso, Brena Dianná, Carlinhos Bessa, Dr. George Lins, Dr. Gomes, Mário César Filho e Wanderley Monteiro.
Pelo Avante, concorrem Abdala Fraxe e Daniel Almeida. O PL tem Cabo Maciel, Débora Menezes e Delegado Péricles. No Republicanos, os candidatos são Comandante Dan e João Luiz.
Mayra Dias, Rozenha e Wilker Barreto disputam pelo PSD. Completam a relação Cristiano D’Angelo e Thiago Abrahim, pelo MDB; Felipe Souza, pelo Podemos; e Sinésio Campos, que utiliza Professor Sinésio na urna, pelo PT.
Brena Dianná integra a composição atual da Casa desde 2 de junho, quando assumiu a vaga deixada por Roberto Cidade. A convocação ocorreu depois que Professora Jacqueline, primeira suplente do União Brasil, optou por permanecer na Câmara de Manaus. Brena disputa uma cadeira para continuar na Assembleia na próxima legislatura.
Roberto Cidade exerce o mandato de governador tampão e concorre à permanência no Executivo estadual. Entre os atuais integrantes da Aleam, Joana Darc disputa deputado federal pelo União Brasil; Alessandra Campêlo, do PSD, concorre a vice-governadora; e Dra. Mayara Pinheiro, do Republicanos, não participa deste pleito.
Quando as mudanças acontecem
Na CMM, a vitória nas urnas não provoca a substituição imediata. A vaga definitiva será aberta quando o vereador deixar o mandato municipal para assumir o novo cargo. Na Aleam, as 24 cadeiras da próxima legislatura serão preenchidas pelos eleitos em 2026.
A eleição de deputados estaduais e federais segue o sistema proporcional. Além da votação individual, conta o total de votos do partido ou da federação. Por isso, estar entre os candidatos mais votados não é, sozinho, garantia de eleição.






