Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Cleusimar de Jesus Cardoso, mãe da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso, deixou o regime fechado nesta segunda-feira, 28/9, após a Justiça do Amazonas corrigir a data de progressão de regime que havia sido registrada para 2029.
Com a retificação, Cleusimar passou ao regime semiaberto e deverá cumprir restrições, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
Justiça corrige data da progressão
A decisão foi assinada pela juíza Sabrina Cumba Ferreira, da 1ª Vara de Execução Penal de Manaus. Segundo a Justiça, houve um erro material na decisão anterior, que indicava 28 de setembro de 2029 como a data para a progressão.
Após a atualização do cálculo da pena e a consideração dos dias de remição, a data correta foi fixada em 28 de setembro de 2026.
A Justiça reconheceu ainda 12 dias de remição, decorrentes de atividades realizadas durante a prisão, como leitura, 21 dias de trabalho e participação no projeto Remicine.
Regras do regime semiaberto
Cleusimar deverá usar tornozeleira eletrônica e permanecer em casa das 22h às 6h, de segunda a sexta-feira. Durante o dia, poderá sair para trabalhar, estudar ou realizar tratamento de saúde, desde que os endereços sejam informados previamente.
Nos fins de semana, feriados e dias de folga, deverá permanecer em casa.
Ela também não poderá mudar de endereço sem autorização judicial nem deixar a Comarca de Manaus. A decisão proíbe ainda o porte de armas e o consumo de bebidas alcoólicas e substâncias entorpecentes.
O descumprimento das regras pode resultar na revogação do benefício e ser considerado falta grave.
Caso Djidja
Djidja Cardoso foi encontrada morta em 2024, em Manaus. O caso deu origem à Operação Mandrágora, que investigou familiares e pessoas próximas à ex-sinhazinha por suspeitas relacionadas ao uso de cetamina e outras práticas atribuídas ao grupo “Pai, Mãe, Vida”.
Cleusimar foi presa durante as investigações e permanecia no regime fechado desde então.
Com a decisão, ela continua cumprindo a pena, mas agora no regime semiaberto e sob monitoramento eletrônico.






