Redação Rios
MANAUS (AM) – A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, 24/9, a Operação Combustão para cumprir seis mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Eleitoral. A ação investiga suspeitas de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento eleitoral irregular relacionados às eleições de 2022.
Segundo a PF, as investigações apontam para um esquema envolvendo recursos de contratos firmados pela Associação Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (Aadesam), com posterior circulação de valores entre pessoas físicas e jurídicas ligadas aos fatos investigados.
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As movimentações apuradas ocorreram durante o período eleitoral de 2022, quando Wilson Lima (União Brasil) ocupava o cargo de governador do Amazonas.


Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça Eleitoral determinou o bloqueio de R$ 17 milhões em bens e valores dos investigados.
Os envolvidos poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral.
Aadesam já era alvo da Justiça Eleitoral
A operação ocorre após medidas judiciais relacionadas à Aadesam. O Ministério Público Eleitoral (MPE) havia levantado suspeitas sobre demissões e admissões realizadas pela agência durante o período de restrições eleitorais.
Dados do processo apontaram 461 desligamentos entre 1º e 3 de julho, além de mais de 140 admissões no mesmo período. A Justiça determinou a preservação dos registros e, posteriormente, a reintegração de 469 trabalhadores.
O TRE-AM também suspendeu novas contratações e dispensas e determinou a apresentação de informações sobre as movimentações de pessoal.
MPE pede afastamento de dirigente
O Ministério Público Eleitoral pediu ainda o afastamento cautelar de William Alexandre Silva de Abreu, chefe da Aadesam, por possível descumprimento das determinações judiciais.
O MPE apontou falta de comprovação da reintegração dos trabalhadores e pediu multa de R$ 100 mil por ato, além da possibilidade de aplicação de multa diária.
A Aadesam afirmou que atua dentro da legalidade, que já havia apresentado documentos solicitados pela Justiça e que colabora com as investigações.
Até o momento o Governo do Amazonas e a Aadesam se pronunciaram sobre o caso. O espaço permanece aberto para manifestação.
*Com informações da assessoria






