Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Uma mulher trans, identificada como Aurora Johanne Larsen, de 31 anos, foi presa suspeita de atacar violentamente um idoso alemão, de 61 anos, no bairro Praça 14 de Janeiro, na Zona Sul de Manaus, na tarde dessa terça-feira, 23/9.
Segundo a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), a vítima sofreu graves lesões nos dois olhos e nas duas orelhas e também teria sido vítima de violência sexual. O caso é investigado pelo 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP).
De acordo com as investigações, o ataque aconteceu no apartamento onde o idoso morava. A suspeita teria iniciado uma luta corporal com a vítima e, durante as agressões, mordido e mutilado as duas orelhas do homem.
O delegado Cícero Túlio afirmou que a suspeita teria utilizado as próprias mãos para provocar as lesões nos olhos da vítima.
“A suspeita devorou as orelhas, arrancou os olhos e estuprou a vítima”, afirmou o delegado Cícero Túlio.
A polícia informou que partes das orelhas ainda não foram localizadas. Por isso, uma das hipóteses investigadas é de que elas tenham sido ingeridas pela suspeita. A dinâmica do crime ainda será esclarecida pela perícia e pelos demais elementos do inquérito.
Idoso caiu do terceiro andar durante tentativa de fuga
Ainda segundo a investigação, após as agressões, o idoso teria sido submetido a atos sexuais. A polícia trabalha com a hipótese de que a violência sexual ocorreu quando a vítima já estava debilitada e sem conseguir enxergar.
Segundo Cícero Túlio, o homem conseguiu se desvencilhar da suspeita e correu em direção à sacada do apartamento na tentativa de escapar.
Durante a fuga, ele caiu do terceiro andar do imóvel, que fica em uma espécie de vila de quitinetes onde os dois moravam. A vítima caiu sobre o telhado de uma residência vizinha.
“Ele se encontra ainda em estado grave, foram retirados os dois globos oculares dele. Ele hoje se encontra também sem as duas orelhas e fazendo uso ainda de medicação”, afirmou o delegado.
Suspeita diz não se lembrar de parte das agressões
Em depoimento, segundo o delegado, Aurora Johanne afirmou que conhecia a vítima havia aproximadamente cinco anos, desde quando o idoso iniciou um relacionamento com a mãe dela.
Ainda de acordo com Cícero Túlio, a suspeita declarou que a vítima não aceitava sua identidade como pessoa trans e que teria acumulado ressentimento ao longo do tempo.
“Em seu interrogatório, a autora afirma que conheceu a vítima há aproximadamente cinco anos, quando essa vítima passou a ter um relacionamento amoroso com sua própria mãe e, desde então, segundo a autora, a vítima não aceitava o fato de a autora ser trans e, por conta disso, ele criou aquele remorso interno e foi nutrindo essa situação”, relatou o delegado.
Aurora Johanne também declarou que teria usado maconha antes do ataque e que começou a apresentar efeitos alucinógenos horas depois.
Segundo a versão apresentada no depoimento, ela foi até o apartamento da vítima, aguardou o retorno do homem e, quando ele entrou no imóvel, ocorreu a agressão.
Ainda de acordo com o depoimento, a suspeita afirmou se lembrar apenas de momentos em que mordia o rosto da vítima e negou se recordar de ter praticado violência sexual.
A Polícia Civil, porém, afirma ter reunido indícios que apontam para a ocorrência de violência sexual. O resultado definitivo depende do laudo pericial.
“Os indícios e os elementos indiciários que foram coletados durante o curso da investigação apontam que efetivamente houve uma violência sexual, mas ele relata que não se recorda de ter praticado o ato sexual. Agora a gente vai aguardar só o laudo definitivo dos peritos”, explicou Cícero Túlio.
A investigação continua para esclarecer a dinâmica do ataque e reunir os elementos necessários para a conclusão do inquérito.
*Em colaboração com Kataryne Dias






