Caio Silva – Rios de Notícias
COARI (AM) – A presidente da Câmara Municipal de Coari, vereadora Jeany de Paula Amaral Pinheiro (Republicanos), assumiu temporariamente a Prefeitura de Coari nessa quinta-feira, 17/9, após o afastamento cautelar do irmão, o prefeito Adail Pinheiro (Republicanos), determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A posse ocorreu durante uma sessão extraordinária realizada na sede do Executivo Municipal.
A mudança no comando da Prefeitura ocorreu após a Operação Dinastia do Lago, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar suspeitas de irregularidades envolvendo a administração municipal.
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A decisão determinou o afastamento temporário de Adail Pinheiro e de outros agentes públicos enquanto o caso segue em investigação.
Vice-prefeito também está afastado
Pela linha de sucessão, o primeiro nome para assumir o Executivo seria o vice-prefeito Emanoel Pinheiro (PSD), filho de Adail.
Emanoel está licenciado do cargo para disputar uma vaga de deputado estadual nas eleições de 2026. Com o afastamento do prefeito e a ausência do vice, a sucessão chegou à presidência da Câmara Municipal de Coari.
Com a posse de Jeany, o vice-presidente da Câmara, Orleilson de Oliveira Lima, passou a comandar os trabalhos do Legislativo Municipal.
A substituição de Jeany é temporária e deve permanecer enquanto durar o impedimento dos titulares do Executivo.
Esta não é a primeira vez que a vereadora assume a Prefeitura de Coari. Jeany também comandou o município de forma interina em 2020 e 2025.
Operação Dinastia do Lago
A mudança no comando da Prefeitura ocorre em meio à Operação Dinastia do Lago, que apura suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.
Deflagrada nesta semana, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão em Manaus e Coari. A ação também atingiu o deputado federal Adail Filho (MDB), filho do prefeito afastado.
A investigação teve origem após a apreensão de aproximadamente R$ 1,25 milhão em espécie, em maio de 2025. O dinheiro era transportado por empresários em um voo entre Manaus e Brasília.
Segundo informações divulgadas sobre a operação, a Polícia Federal apura uma possível atuação coordenada entre empresários, agentes públicos e terceiros.






