Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, 16/9, a Operação Dinastia do Lago, para investigar suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a gestão municipal de Coari, no interior do Amazonas.
A operação foi deflagrada após a apreensão de aproximadamente R$ 1,2 milhão em espécie, em maio de 2025, durante uma fiscalização no Aeroporto Internacional de Brasília. O dinheiro era transportado por três empresários que haviam embarcado em Manaus.


Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), os agentes cumprem 29 mandados de busca e apreensão em Manaus e Coari. A Justiça também determinou o afastamento de servidores públicos, cujas identidades não foram divulgadas.
Investigação
Segundo a PF, há indícios de uma possível atuação conjunta entre empresários, agentes públicos e terceiros para direcionar licitações e permitir o desvio de recursos públicos.
A investigação também apura movimentações financeiras que poderiam estar relacionadas ao pagamento de vantagens indevidas e à ocultação da origem dos valores.
Entre os locais alvo da operação em Manaus está um imóvel no Condomínio Renaissance, na Avenida Jacira Reis. Os agentes buscam documentos, equipamentos eletrônicos, dinheiro e outros elementos que possam ajudar nas investigações.
Crimes investigados
A PF apura, em tese, os crimes de organização criminosa, fraude à licitação, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.
A investigação também envolve o contexto de um inquérito no STF relacionado ao deputado federal Adail Filho (MDB), aberto após a apreensão do dinheiro em Brasília.
Segundo informações divulgadas pelo UOL, a PF identificou possíveis vínculos entre os empresários e empresas com contratos com a Prefeitura de Coari, administrada por Adail Pinheiro (Republicanos), pai do parlamentar.
A Operação Dinastia do Lago segue em andamento.






