Paulo Vitor Castro – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A demora na nomeação dos aprovados no concurso da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), homologados em junho de 2026, voltaram a ser alvo de questionamentos. O assunto foi levantado pelo jornalista Victor Gammaro, especialista em concursos, em um vídeo publicado nas redes sociais, nesta terça-feira, 15/9.
No video, ele afirma que ambos os órgãos trabalham há mais de dez anos sem uma equipe própria e que a Sema passou mais de duas décadas sem realizar concurso público.
“A Sema passou mais de 20 anos sem concurso. Durante todo esse tempo, proteger a floresta virou trabalho de pessoal terceirizado, contratado sem concurso, em funções que são permanentes, e não temporárias”, afirmou.
Os concursos em questão foram homologados em junho deste ano. Vitor seguiu questionando a demora na convocação dos aprovados e a manutenção dos contratos terceirizados.
“O concurso finalmente aconteceu, foi homologado, e há centenas de aprovados qualificados prontos para assumir. Mas, em vez de nomear quem passou, o Estado segue renovando os contratos de terceirização, mês após mês, para as mesmas funções previstas no concurso”, apontou.
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Vitor também abordou se a situação financeira ou o período eleitoral poderiam ser impedimentos para as convocações. Segundo ele, há previsão no orçamento estadual para a contratação dos aprovados, e as eleições também não seriam um obstáculo.
“Falta dinheiro? Não. O próprio Orçamento do Estado já reservou recursos para as nomeações. Por causa das eleições? Também não. O concurso foi homologado antes do prazo eleitoral e a própria regra do TSE libera esses casos”, questionou.
O compromisso do Amazonas com o Banco Mundial para ações de combate ao desmatamento também foi mencionado. Segundo Vitor, uma das condições estabelecidas prevê a contratação de servidores ainda este ano.
Uma das condições é contratar pelo menos 175 servidores efetivos em 2026. Sem nomear, o estado corre o risco de perder cerca de R$ 17,5 milhões. Ou seja, existe concurso homologado, orçamento previsto e gente aprovada e pronta. Falta decisão”, afirmou.
Repercussão
A publicação repercutiu entre internautas, que também cobraram a convocação dos aprovados e comentaram sobre os problemas ambientais enfrentados pelo Amazonas.
“Concurso feito, aprovados prontos. Agora faltam as convocações! O meio ambiente não pode esperar!”, escreveu um usuário. Outro reforçou: “Centenas de aprovados prontos para contribuir com o Estado do Amazonas. Descaso!!!”.

A atuação política no Estado também foi alvo de críticas.
“O Amazonas está largado. Os políticos só querem o dinheiro nos bolsos deles e a população que sofra as consequências dos atos desses irresponsáveis”, comentou uma usuária.
Em outro comentário, uma usuária relacionou a situação das queimadas à falta de efetivo da secretaria.
“Aqui no Amazonas estamos morrendo aos poucos, intoxicados com a fumaça das queimadas.”
Posicionamento
O portal RIOS DE NOTÍCIAS entrou em contato com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) para solicitar informações sobre a previsão de nomeação dos candidatos aprovados no concurso, além de esclarecimentos sobre os contratos de terceirização.
Até a publicação desta matéria, não houve retorno dos órgãos. O espaço permanece aberto.






