Kaelyson Moraes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) afirmou neste sábado, 12/9, que a Caixa teria ameaçado retirar direitos conquistados pelos trabalhadores. Segundo a Fenae, a instituição financeira teria comunicado às unidades que pretendia deixar de aplicar uma série de cláusulas e benefícios conquistados pelos trabalhadores, após o fim da vigência de contratos anteriores.
Os empregados da Caixa estão em greve nacional desde quinta-feira, 10/9. A paralisação começou depois que a instituição e os empregados não concordaram nas negociações para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Na sexta-feira, 11, a Caixa apresentou a proposta final aos empregados, que rejeitaram a oferta.
Em comunicado publicado no site da federação, o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, afirmou que a entidade repudia o comunicado da Caixa.
“A Fenae rejeita totalmente as medidas anunciadas pela Caixa, que ameaçam direitos e benefícios dos trabalhadores e revelam a incapacidade da direção do banco de construir soluções por meio do diálogo e da negociação coletiva”, afirma.
Conforme a Fenae, as medidas informadas no comunicado impactam reajustes salariais, reajustes de benefícios e pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A Caixa teria afirmado, segundo a federação, que benefícios como o auxílio-refeição e o auxílio-cesta-alimentação deixam de ter validade com o encerramento dos instrumentos coletivos.
Acordo anterior perdeu vigência em agosto
O ACT 2024/2026 da Caixa Econômica Federal foi firmado entre a Caixa e as entidades sindicais representativas dos empregados, como instrumento aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). O acordo teve vigência de dois anos, entre 1º de setembro de 2024 e 31 de agosto de 2026.
O documento, de 36 páginas, estabeleceu uma série de direitos, benefícios e regras específicas para os empregados da Caixa, complementando a convenção coletiva da categoria bancária. Entre os benefícios econômicos previstos estavam o auxílio-refeição/alimentação, no valor mensal de R$ 1.110,12, dividido em 22 tíquetes de R$ 50,46; o auxílio-cesta alimentação, de R$ 874,78 mensais; e a 13ª cesta alimentação, também no valor de R$ 874,78.
O ACT também regulamentava o vale-transporte, além de outros direitos relacionados às condições de trabalho, jornada, ausências, saúde, relações sindicais e benefícios dos empregados.
Caixa é procurada
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS entrou em contato com a Caixa Econômica Federal em busca de esclarecimentos sobre as acusações feitas pelos trabalhadores contra a instituição. Até o fechamento desta reportagem, não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação da entidade.






