Redação Rios
ARGENTINA – O presidenciável argentino, Javier Milei, acusa o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de interferir em sua candidatura, chamando-o de “comunista furioso”. Segundo o Estadão, Lula agiu para favorecer Sergio Massa, ministro da Economia argentino e adversário de Milei, ao apoiar a liberação de crédito para a Argentina.
Milei compartilhou a opinião da jornalista Vera Rosa, que denunciou a suposta interferência comunista em sua candidatura nas redes sociais. Além disso, seus apoiadores acusam Lula de influenciar um banco brasileiro a emprestar milhões de dólares à Argentina para impedir a vitória de Milei nas eleições.
Em agosto, Lula solicitou um empréstimo de R$ 1 bilhão para a Argentina, facilitando um segundo empréstimo de R$ 7,5 bilhões junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Isso ocorreu devido à falta de crédito da Argentina no CAF.
Javier Milei, que é amigo de Eduardo Bolsonaro, defende a dolarização do país, a saída do Mercosul, a abolição do Banco Central e a redução do número de ministérios. Durante um debate, ele contestou o número de desaparecidos durante a ditadura argentina, alegando que eram 8.753, não 30 mil, gerando controvérsia.
No último debate presidencial, Milei negou os 30 mil desaparecidos durante a ditadura argentina. “Não foram 30 mil desaparecidos, são 8.753. Somos contra uma visão de apenas um lado da história”, disse o candidato.
As pesquisas eleitorais recentes mostram uma disputa acirrada entre Milei e Massa, tornando um segundo turno provável. A possível eleição de Milei preocupa o governo brasileiro, pois poderia desencadear uma oposição dentro do Mercosul, ameaçando a estabilidade do bloco econômico.
*Com informações da Agência Estado






