Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A mãe de Victoria, de três anos, que morreu após receber atendimento no Hospital e Pronto-Socorro da Criança da zona Oeste, conhecido como Joãozinho, em junho deste ano, voltou a cobrar providências sobre o atendimento pediátrico na rede pública de saúde do Amazonas.
Monalisa Oliveira, que é acadêmica de medicina, publicou um vídeo nas redes sociais nesta terça-feira, 8/9, após a morte de outra criança, de 1 ano e 11 meses, registrada no último sábado, 5. A menina teria sido atendida no Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Joventina Dias e posteriormente encaminhada ao Hospital e Pronto-Socorro da Criança da Zona Oeste.
Durante o desabafo, Monalisa pediu providências ao secretário de Estado de Saúde e afirmou que outras famílias também teriam relatado situações semelhantes envolvendo crianças atendidas na unidade.
Mãe cita outras mortes e pede investigação
No vídeo, Monalisa relacionou o caso recente a outras mortes de crianças que, segundo ela, teriam ocorrido após atendimentos no Hospital e Pronto-Socorro da Criança da Zona Oeste.
Ela mencionou os nomes de Alice, Isadora e Nicole, além de outra criança cujo nome disse não lembrar, e citou ainda Agatha, que teria morrido recentemente.
“Faça alguma coisa. É a sexta criança vítima do Hospital Pronto-Socorro da zona Oeste”, afirmou.
As declarações, no entanto, são relatos e acusações apresentados pela mãe nas redes sociais e não representam, até o momento, uma conclusão oficial sobre as causas das mortes ou eventual responsabilidade dos profissionais envolvidos.
Acadêmica relata supostas falhas no atendimento
Monalisa também afirmou ter recebido relatos de familiares sobre crianças que, segundo ela, teriam permanecido sem monitoramento adequado durante o atendimento.
A mãe alegou que alguns casos inicialmente seriam tratados como problemas de menor gravidade e que a situação só receberia maior atenção quando os pacientes já apresentassem quadro considerado grave.
“Deixam a criança em cima do leito, sem monitorização, sem assistência”, afirmou.
Ela também questionou a forma como familiares seriam tratados durante os atendimentos e relatou o caso de um pai que, segundo ela, teria sido ameaçado de acionamento do Conselho Tutelar enquanto enfrentava a perda da filha.
Críticas à estrutura da saúde
Além das denúncias relacionadas aos atendimentos, Monalisa direcionou críticas ao Governo do Amazonas e ao governador Roberto Cidade.
Ela questionou as condições estruturais das unidades de saúde e citou problemas que, segundo seu relato, incluiriam falta de itens básicos e necessidade de melhorias na estrutura dos hospitais pediátricos.
A mãe também cobrou investimentos na contratação e qualificação de profissionais de saúde e afirmou que pretende continuar denunciando situações que considere inadequadas para evitar que outras famílias passem por experiências semelhantes.
SES-AM foi procurada
O Portal Rios de Notícias solicitou posicionamento à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) sobre as denúncias feitas por Monalisa Oliveira, incluindo as alegações relacionadas ao atendimento de crianças no Hospital e Pronto-Socorro da Criança da Zona Oeste e aos demais casos mencionados no vídeo.
Até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação da secretaria e dos demais envolvidos.






