Redação Rios
BRASIL – Os jogadores de futebol David Corrêa, do Vasco da Gama (RJ), e Hayner Cordeiro, do Vila Nova (GO), foram alvos de mandados de busca e apreensão nesta segunda-feira, 31/8, durante a Operação A Tropa, deflagrada pela Polícia Civil do Espírito Santo (PCES).
A operação investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas e armas, além de lavagem de dinheiro. Ao todo, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão.
As diligências ocorrem em municípios da Grande Vitória e em Afonso Cláudio, no Espírito Santo. Também há alvos no Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal.
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Segundo a Polícia Civil, o objetivo é esclarecer os crimes investigados e desarticular a estrutura da organização criminosa. O nome da operação faz referência à expressão utilizada pelos próprios investigados para identificar o grupo.
Mandados contra jogadores
No Rio de Janeiro, David Corrêa foi o único alvo da operação na capital fluminense. Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, os mandados de busca e apreensão foram cumpridos na residência do jogador e no Centro de Treinamento do Vasco.
O Vasco da Gama informou, por meio da assessoria de imprensa, que está colaborando com as autoridades e aguarda a conclusão das investigações.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa de David Corrêa até a publicação. O espaço permanece aberto para manifestação.
Vila Nova se manifesta
Em Goiás, um dos alvos foi o jogador Hayner Cordeiro, do Vila Nova. O clube informou que os mandados foram cumpridos na residência do atleta e no Centro de Treinamento Vila do Tigre, especificamente em seu armário pessoal.
Segundo o Vila Nova, Hayner afirmou não ter envolvimento com atividades ilícitas e colaborou com as autoridades durante o cumprimento das medidas judiciais.
O clube também declarou que aguarda os desdobramentos da investigação para avaliar eventuais providências.
De acordo com a nota divulgada pelo Vila Nova, Hayner acredita que tenha sido incluído entre os alvos em razão de uma amizade de infância com um dos investigados por tráfico de drogas, que seria da mesma comunidade onde o jogador cresceu, no Espírito Santo.
O clube afirmou ainda que, até o momento, o atleta continua exercendo normalmente suas atividades profissionais.
Ação coordenada
No Rio de Janeiro, os mandados foram cumpridos em endereços localizados na Barra da Tijuca e em Vargem Grande, na zona sudoeste da capital.
As investigações também apuram possíveis envolvimentos de empresários com a organização criminosa.
A ação no estado é coordenada pela 14ª Delegacia de Polícia (Leblon), com apoio da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Desarme) e de outras unidades do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC).
No Espírito Santo, cerca de 100 policiais civis participam da operação, com apoio da Superintendência de Polícia Especializada (SPE), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer).
A Polícia Civil de Goiás (PCGO) também informou que prestou apoio operacional à ação coordenada pela Polícia Civil do Espírito Santo.
As investigações continuam e, até o momento, não há informação de que os jogadores tenham sido presos.
*Com informações da Agência Brasil






